F1: Os triunfos “mais lentos”
A F1 é sinónimo de velocidade. E todos os que competem no grande circo procuram ser os melhores e os mais rápidos. No entanto, há momentos em que tal não é possível. Ainda assim, as vitórias contam da mesma forma.
As médias horárias são uma medida nem sempre olhadas na F1, mas permitem-nos entender a que ritmo foram feitas as voltas de qualificação e as corridas. São, por conseguinte, uma medida interessante para entender a prova e até (com algumas reservas) a evolução do desporto.
Olhando para as vitórias “mais rápidas” da história da F1, a de Michael Schumacher no GP de Itália 2003 mantém-se na frente, com uma média de 247.586 km/h. As 53 voltas da corrida foram concluídas em 1h 14m 19.838s, contra os 1h 20m 27.511s da corrida deste ano. Claro que estes números são influenciados pelos acontecimentos das corridas, da presença ou não de Safety Cars em pista. E por isso, podemos ter números surpreendentes. O da “vitória mais lenta” é um desses casos.
Todos sabem que estes monolugares, apesar de não serem os mais rápidos de sempre (esses eram os de 2021) são, ainda assim, muito rápidos. Mas foi este ano que vimos a vitória com a média horária mais lenta da história. Foi no GP do Japão em que Max Verstappen completou 28 voltas em 3h 01m 44.004s com uma média de 53.583 km/h. Este é, provavelmente, um recorde que Verstappen não fará questão de recordar, apesar de ter sido coroado bicampeão do mundo nessa prova.
A segunda prova com a média mais baixa foi o GP do Canadá 2011, onde Jenson Button fez uma recuperação tremenda, vindo dos últimos lugares da grelha até passar Sebastian Vettel na última volta, cruzando a linha de meta em primeiro, no que terá sido a melhor prestação do campeão britânico da sua carreira, numa prova que, à imagem do GP do Japão 2022, esteve muito tempo interrompida e levou ao estabelecimento de um limite de 4 horas para que a prova seja concluída, limite que foi reduzido para 3 horas em 2021. Com 70 voltas completadas em 4h 04m 39.54s e com uma média de 74.864 km/h, Button festejou na corrida mais longa de sempre da F1.
A terceira corrida com a média mais baixa de sempre foi o GP do Mónaco de 1950 em que Juan Manuel Fangio completou as 100 voltas ao traçado monegasco em 3h 13m 18.7s, com uma média de 98.701 km/h. deixando Alberto Acari a uma volta de distância, numa corrida onde apenas 7 carros terminaram e 12 carro abandonaram. Outros tempos.
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