O tema dos limites de pista continua na moda na F1. As lutas acesas entre Max Verstappen e Lando Norris trouxeram de novo o tema para cima da mesa e há pilotos que estão a fazer força para que as caixas de gravilha voltem às pistas, para delimitar de forma clara as pistas.
“Perdemos a sensação que estamos numa montanha-russa. Há mais segurança e obviamente que todos querem isso, mas perde-se a identidade que diferencia a pista” disse o piloto sobre as alterações no circuito de La Sarthe. “Perde a exigência do traçado, que separa os melhores dos outros. E é por isso que tenho adorado correr nos EUA, com pistas muito exigentes que não admitem erros. Há um corretor e logo a seguir à relva ou muro. Os pilotos pensam duas vezes antes de chegar ao limite e quando chegam e não são capazes, batem uma vez e não voltam a ultrapassar esse limite. Agora os pilotos fazem pião, tira-se a gravilha da pista e volta-se a andar em vez de perder o resto do dia por ter danificado o carro. Consigo entender perfeitamente que a segurança está em primeiro lugar, no entanto, só assim os pilotos conseguem respeitar as pistas e entender a exigência que têm. As corridas são mesmo isso e não é qualquer um que faz as curvas à velocidade que se fazem.”
Defensor da segurança em pista, Albuquerque temia na altura que se estava a ir por um caminho onde deixa de haver a diferenciação entre pilotos e o respeito que as pistas exigem:
“Cada entidade tem de fazer o seu trabalho e é preciso evitar ao máximo as mortes, mas admito que não me agrada muito esta situação. E por isso é que muitos pilotos profissionais gostam de correr nos EUA, porque não existem problemas dos limites de pista. Lá estão muito bem definidos e se os ultrapassarem as coisas não vão correr bem. Continua-se a correr no Mónaco, em Nordsheleife, na Indy 500 pela perícia necessária e pela diferenciação notória entre bons pilotos e pilotos medianos. Encontrar o melhor andamento em Le Mans demora tempo e hoje em dia os miúdos chegam e em duas ou três sessões estão no ritmo, pois cada vez mais se perde o elemento do risco. Continua a ser difícil, mas o nível de exigência é diferente.”












