Lance Stroll deixou um recado claro à Honda antes do arranque da temporada de 2026: a Aston Martin precisa de mais potência. Após uma pré-época marcada por problemas mecânicos e falta de competitividade, o canadiano reconhece que a equipa entra em Melbourne em clara desvantagem.
Para além da fiabilidade frágil, o AMR26 revelou défice de andamento. Durante a primeira sessão no Bahrain, Stroll estimou que o monolugar estivesse entre quatro e quatro segundos e meio mais lento do que os líderes. No derradeiro dia de testes, um problema na unidade motriz limitou-o a apenas seis voltas, reforçando as preocupações em torno da unidade motriz.
Há indicações de que o sistema de bateria esteja a enfrentar dificuldades na recarga total, situação que poderá comprometer seriamente o desempenho em corrida. Paralelamente, também o chassis levanta dúvidas nesta fase inicial do novo ciclo regulamentar.
Apesar do cenário adverso, Stroll garante que a equipa continuará a desenvolver o carro ao longo de um campeonato extenso, composto por 24 corridas, ainda que admita que nem todos os problemas estarão resolvidos na prova inaugural.
Lance Stroll afirmou:
“Precisamos de mais potência. É simples. Estamos a perder em termos de potência. E também precisamos de melhorar o carro. É uma combinação de fatores. Temos muitas ideias. Todos os problemas estarão resolvidos em Melbourne? Provavelmente não. É uma época longa, com 24 corridas. Vamos continuar a trabalhar, tentar trazer o máximo de performance possível em cada fim-de-semana. Do lado do motor é igual: tentar evoluir ao longo do ano e depois veremos onde conseguimos chegar”.












