A revolução verde também já começou na F1 e este ano veremos os primeiros sinais disso nos carros, com a introdução de um combustível E10, uma mistura de 90% de combustível fóssil e 10% de etanol fabricado de forma sustentável. Mas isso traz desafios.
Segundo Helmut Marko, da Red Bull, a adição de etanol irá levar a uma diminuição da performance dos motores, pelo menos numa fase inicial:
“Honda está a trabalhar arduamente na adaptação [ao novo combustível]”, disse ele à Auto Motor und Sport. “O que eu ouço é positivo, mas o desempenho não é o mesmo que em 2021”.
Esta redução na performance deve-se à menor capacidade do etanol em fornecer a energia para a combustão. De uma forma muito simplista, o etanol fornece menos 8% de energia/litro em comparação com a gasolina e essa redução irá inevitavelmente sentir-se na potência dos motores. Assim o desafio dos fabricantes de motores estará em minimizar essa perda ou até anulá-la completamente. Mais ainda, com esta nova mistura, os engenheiros terão de rever componentes para otimizar a fiabilidade e longevidade dos motores. Há por isso desafios significativos para os fabricantes de unidades motrizes.










