Lewis Hamilton surpreendeu toda a Fórmula 1 quando foi anunciada a sua saída da Mercedes no final da temporada de 2024, passando a defender as cores da Ferrari a partir do próximo ano. O piloto britânico já tinha dado conta que competir pela equipa italiana era um sonho de criança e em declarações na conferência de imprensa no derradeiro dia de testes no Barém, reforçou essa ideia, afirmando ainda que sem a presença do seu amigo Frédéric Vasseur possivelmente isso não teria acontecido.
“Tenho uma ótima relação com o Fred”, disse Hamilton, recordando depois que competiu com o atual chefe de equipa da Ferrari na F2 e F3, tendo começado nessa altura “a base da nossa relação”. Mantendo-se ambos em contacto depois disso, o britânico ficou “muito feliz” quando francês alcançou a liderança da equipa italiana, substituindo Mattia Binotto. Por isso, Lewis Hamilton considera que “as estrelas se alinharam, acho que não teria acontecido [a mudança de equipa] sem ele. Por isso, estou muito grato e muito entusiasmado com o trabalho que está a fazer”.
Hamilton confirmou que “no verão, assinei contrato e, nessa altura, vi o meu futuro na Mercedes, mas surgiu uma oportunidade no final do ano e decidi aproveitá-la”. A decisão de aceitar o desafio da Ferrari foi “a decisão mais difícil que alguma vez tive de tomar. Estive com a Mercedes, acho que foram 26 anos em que me apoiaram, e tivemos uma jornada absolutamente incrível juntos. Criámos história no desporto, e é algo de que me orgulho muito, e estou muito orgulhoso do que conseguimos, mas acho que, em última análise, estou a escrever a minha história. E senti que era altura de começar um novo capítulo”.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA











