A colheita de 2021 foi excelente a todos os níveis. A luta pelo título ficou para a história, a luta pelo top 3 foi renhida e muito bem disputada e mesmo a luta pelo top 5 foi interessante de seguir. Vimos competitividade em todo o pelotão e excelentes lutas em praticamente todas as corridas. Uma prova disso é o número de equipa que conseguiram um lugar no top 10 na época passada.
A Ferrari foi a equipa que mais top10 conseguiu na época passada com 38, mais três que a Red Bull e a Mercedes (35) que completam o top 3. Seguiram-se a McLaren (33), a Alpine (29), a Alpha Tauri (22), a Aston Martin (16), a Williams e a Alfa Romeo (6). Apenas a Haas ficou fora deste “clube”.
Como se pode ver, 90% das equipas pontuaram e todas por mais de uma vez, o que mostra uma competitividade saudável na época anterior. Resta agora a questão: Como será 2022? Quantas equipas conseguirão um lugar no top 10, nas 23 corridas agendadas?
Em teoria, esta época deverá dar-nos menos competitividade, pois os primeiros anos de novos regulamentos são propensos a disparidades mais vincadas. As equipas que encontram um caminho acertado irão, tendencialmente, obter melhores resultados, que as equipas que optem por vias menos profícuas. Assim o número de equipas a pontuar em 2022 poderá diminuir. No entanto, estes regulamentos foram feitos para aproximar as equipas e, segundo as previsões da F1, a diferença de três segundos dos carros mais rápidos para os mais lentos, deverá cair para 1.5 seg. este ano. Esta teórica aproximação deverá aumentar as probabilidades das equipas mais lentas conseguirem a determinada altura um lugar no top 10. Assim, não é de todo descabido imaginar uma época em que todas as equipas pontuam, o que deveria ser a norma. É uma questão que terá de ser respondida ao longo da época, mas o leitor pode já dar a sua opinião. Qual o seu prognóstico para este ano?










