Nikita Mazepin falou pela primeira vez à imprensa desde que foi anunciada a rescisão unilateral do contrato por parte da Haas. Através de entrevistas por videoconferência, o piloto mostrou-se muito crítico, como seria de esperar, da postura da equipa e diz que vai criar uma fundação “para ajudar os atletas que tenham sido impedidos de competir por razões políticas”.
Por videoconferência, Mazepin afirmou ter sabido da rescisão do contrato ao mesmo tempo que a imprensa. “Soube do meu despedimento ao mesmo tempo que tinha sido divulgado à imprensa. Gostaria de pensar que sou um jovem de 23 anos, e não estava preparado para isso. Não recebi qualquer dica ou apoio a dizer: ‘Esta é a decisão que tomámos, vai ser divulgada dentro de 15 minutos’”, disse o russo acrescentando que não esperava por esta tomada de decisão, dando a entender que estaria disposto a competir sob bandeira neutra como imposto pela FIA: “Tinham-me dito que se a FIA me permitisse competir pelas suas regras, e eu concordo com elas, não haveria ações para me tirar o lugar, porque não há nenhuma obrigação legal ou razão para o fazer”.
Sobre a relação com a equipa, Mazepin afirmou não ter tido mais informações por parte da estrutura desde o dia em que foi anunciado a rescisão contratual, mas que “não quero pilotar para uma equipa que não me quer. A Fórmula 1 é um desporto perigoso. Temos de confiar na equipa com a qual trabalhamos. Também é uma questão de segurança. Receio ter que dizer que não confio mais na equipa.”
A reação de Nikita Mazepin aconteceu no mesmo dia em que o antigo patrocinador da equipa, a empresa Uralkali detida pelo seu pai, Dmitry Mazepin, comunicou que “pretende proteger os seus interesses de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e reserva-se o direito de iniciar processos judiciais, reclamar indemnizações e pedir o reembolso dos montantes significativos pagos pela Uralkali para a temporada de Fórmula 1 de 2022″.











