F1, Nikita Mazepin: “Soube do meu despedimento quando foi divulgado à imprensa”

Por a 9 Março 2022 14:46

Nikita Mazepin falou pela primeira vez à imprensa desde que foi anunciada a rescisão unilateral do contrato por parte da Haas. Através de entrevistas por videoconferência, o piloto mostrou-se muito crítico, como seria de esperar, da postura da equipa e diz que vai criar uma fundação “para ajudar os atletas que tenham sido impedidos de competir por razões políticas”.

Por videoconferência, Mazepin afirmou ter sabido da rescisão do contrato ao mesmo tempo que a imprensa. “Soube do meu despedimento ao mesmo tempo que tinha sido divulgado à imprensa. Gostaria de pensar que sou um jovem de 23 anos, e não estava preparado para isso. Não recebi qualquer dica ou apoio a dizer: ‘Esta é a decisão que tomámos, vai ser divulgada dentro de 15 minutos’”, disse o russo acrescentando que não esperava por esta tomada de decisão, dando a entender que estaria disposto a competir sob bandeira neutra como imposto pela FIA: “Tinham-me dito que se a FIA me permitisse competir pelas suas regras, e eu concordo com elas, não haveria ações para me tirar o lugar, porque não há nenhuma obrigação legal ou razão para o fazer”.

Sobre a relação com a equipa, Mazepin afirmou não ter tido mais informações por parte da estrutura desde o dia em que foi anunciado a rescisão contratual, mas que “não quero pilotar para uma equipa que não me quer. A Fórmula 1 é um desporto perigoso. Temos de confiar na equipa com a qual trabalhamos. Também é uma questão de segurança. Receio ter que dizer que não confio mais na equipa.”

A reação de Nikita Mazepin aconteceu no mesmo dia em que o antigo patrocinador da equipa, a empresa Uralkali detida pelo seu pai, Dmitry Mazepin, comunicou que “pretende proteger os seus interesses de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e reserva-se o direito de iniciar processos judiciais, reclamar indemnizações e pedir o reembolso dos montantes significativos pagos pela Uralkali para a temporada de Fórmula 1 de 2022″.

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6 comentários

  1. anotheruser

    9 Março, 2022 at 15:44

    Mas o pai deste e outros oligarcas estiveram reunidos com o putin no dia 24-02 antes de começar a guerra para discutir as implicações económicas da invasão.
    O papá não informou o bebé?!

    Ainda bem que ele entrou na F1: só assim tenho a satisfação de o ver sair pelo cano de esgoto.

  2. Freddy Cat

    9 Março, 2022 at 16:04

    Nikita “Mazespin” jamais deveria ter entrado no restrito mundo da F1, pela simples razão que não tem “kit de unhas”…
    Obviamente que haverá muito quem discorde começando pelo próprio e pela HAAS, que entretanto enchia os cofres.
    Em Portugal temos pilotos no activo que dão 10 a zero a este infeliz!!! Não os vou nomear, pois posso esquecer-me de algum e todos sabemos quem são!
    Não são é filhos de oligarcas corruptos nem amigos de um presidente execrável a todos os títulos!
    Karma is a bich!!!

  3. Pity

    9 Março, 2022 at 17:02

    Compreendo a frustração do Mazepin, mas se ele se tivesse dado ao trabalho de pensar um bocadinho, teria percebido que, mal a Haas, americana, retirou o patrocínio e as cores do carro, o despedimento dele seria o próximo passo. Lógico.

  4. ...

    9 Março, 2022 at 17:30

    impedidos de competir por razões políticas” Políticas? Agora chama-se isso à guerra??? Este anormal não estava preparado para saber do seu despedimento pela imprensa, fico cheio de pena…há quem não esteja preparado para ficar sem casa, sem família, sem vida…

  5. NOTEAM1 NOTEAM1

    9 Março, 2022 at 17:36

    Num mundo com algumas regras, as coisas tornam-se mais complicadas não é Mazepin?

  6. F1_4ever

    9 Março, 2022 at 18:28

    Lá diz o povo na sua infinita sabedoria: O corno é sempre o último a saber. Aqui foi quase a mesma coisa, foi de patins para fora da equipa e só soube quando já estava despedido. Agora vai “spinar” junto ao filho da putin para o entreter.

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