O patrocinador principal da Haas até à semana passada, a Uralkali, quer reaver o valor já pago após a rescisão unilateral do contrato pela equipa em consequência da invasão militar russa à Ucrânia.
Ainda durante o teste de pré-temporada em Barcelona a Haas retirou o logótipo da empresa russa detida por Dmitry Mazepin, pai de Nikita Mazepin que também viu o seu contrato rescindido, e adiou para a semana seguinte uma decisão definitiva, que levou ao término da relação contratual entre as partes.
Agora a Uralkali pretende o reembolso do pagamento já efetuado à equipa, grande parte do orçamento que a equipa tem para este ano. Em comunicado, a empresa russa afirma que “pretende proteger os seus interesses de acordo com os procedimentos legais aplicáveis e reserva-se o direito de iniciar processos judiciais, reclamar indemnizações e pedir o reembolso dos montantes significativos pagos pela Uralkali para a temporada de Fórmula 1 de 2022″. Segundo os russos, a Haas não cumpriu a sua parte do acordo depois da rescisão unilateral do contrato comercial. “Como a maior parte do financiamento do patrocínio para a temporada 2022 já foi transferida para a Haas e dado que a equipa terminou o acordo de patrocínio antes da primeira corrida da temporada 2022, a Haas não cumpriu as suas obrigações para com a Uralkali para a temporada deste ano. A Uralkali deverá solicitar o reembolso imediato dos montantes recebidos pela Haas”, adianta ainda o comunicado da empresa.
Seria de esperar que o antigo patrocinador da Haas tomasse esta decisão e a verdade é que se a equipa até podia estar à espera disso, os valores pagos pelos russos terão de ser substituídos por outro acordo comercial o mais rapidamente possível, esperando que dentro de pista, o desempenho seja melhor que nos anos anteriores ou a situação da equipa pode deteriorar-se.










