Os organizadores dos Grandes Prémios da Arábia Saudita e do Barém estão em conversações com o diretor executivo da F1, Stefano Domenicali, sobre uma potencial mudança permanente do calendário. A mudança surge depois de ambos os países terem notado “um grande número de vantagens” no facto das provas se realizarem de quinta-feira a sábado.
A mudança foi motivada pela celebração do Ramadão, que começou a 10 de março. Como resultado, o Grande Prémio da Arábia Saudita foi reagendado para sábado, obrigando a que o regulamento fosse cumprido e houvesse sete dias de diferença entre essa e a prova de abertura da temporada, no Barém, que desta forma, teve de ser também realizada no sábado. Para acomodar este ajuste, ambos os eventos tiveram a qualificação e a corrida realizadas sexta-feira e sábado.
O impacto desta alteração de calendário foi significativo, suscitando discussões sobre a viabilidade de adotar este formato de forma permanente. “É uma boa ideia. As equipas acham que é mais fácil, é bom para elas, com muito do pessoal a regressar a casa no domingo”, explicou o diretor executivo do GP da Arábia Saudita ao RacingNews365, acrescentando que “há um grande número de vantagens em realizar o evento de quinta a sábado no país. Penso que temos algo que pode funcionar e, sem dúvida, olhando para o Barém este ano, estou absolutamente convencido disso”.
Segundo o mesmo responsável, já houve uma “conversa” no Barém, entre os responsáveis máximos da organização local e Stefano Domenicali “sobre este assunto”.
Ambas as organizações locais deram conta de uma boa afluência aos circuitos nos fins de semana, argumentando que esse resultado económico mais favorável tenha acontecido devido à mudança no horário deste ano.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA











Fdp
Para eles, muçulmanos, é claro que preferem a corrida ao sábado, já que o domingo é dia de trabalho, mas para todos os outros, para quem o fim de semana é sábado e domingo, ter uma corrida ao sábado implica perder a qualificação. Já não falo dos treinos livres, porque quem trabalha também perde os de sexta-feira. É verdade que, actualmente, há sempre a hipótese de deixar a gravar ou puxar a emissão atrás, mas não é a mesma coisa.
Concordo em parte com o que diz, mas os GP tem que ser ajustados à realidade de cada país que vão receber os GPs, porque nunca ninguém vai ficar contente. Um exemplo, na Europa por norma os GPs são entre as 13horas e as 14 horas, na Austrália são meia noite ou 1 da manhã, será que eles também não queriam ver os GPs em suas casas a horas decentes? Não podemos só ver o nosso ponto de vista.