A Mercedes revelou ter encontrado um problema de arrefecimento, que resultou na perda de ritmo tanto de Lewis Hamilton como de George Russell, na corrida do Grande Prémio da Hungria do fim de semana passado.
Confrontados com este problema, a equipa pediu aos pilotos para fazerem ‘lift and coast’, ou seja, levando o pé do acelerador antes de cada curva e só travar mais tarde, perdendo tempo por volta, mas conseguindo que os componentes internos pudessem arrefecer um pouco.
“Tivemos um problema com o que previmos que fosse o arrefecimento, significa que estávamos com um arrefecimento insuficiente, por isso estamos a investigar porque é que isso não esteve de acordo com as expectativas”, explicou Andrew Shovlin no vídeo da Mercedes no YouTube sobre o balanço da corrida húngara. “Como consequência, tivemos de pedir aos pilotos para fazerem ‘lift and coast’. Isto é, antes de chegarem ao fim da reta, tiravam o pé do acelerador e a primeira parte da fase de entrada na curva foi feita sem travões, e depois usavam os travões. Isto ajuda a arrefecer a unidade motriz, mas custa tempo por volta. Também significa que nenhum dos pilotos pode realmente atacar os carros à sua frente”.
O responsável máximo pela engenharia de pista da Mercedes, garantiu que na fase final da corrida, quando George Russell conseguiu alcançar os dois Ferrari e Lewis Hamilton encurtou bastante a desvantagem para Sergio Pérez, o ar ‘limpo’ onde seguiam os dois pilotos ajudou que a temperatura baixasse e “pudemos deixá-los atacar os carros da frente e conseguimos mostrar um melhor ritmo”. Shovlin esclareceu ainda que os pneus sofreram pouca degradação durante a prova, dando outras condições para que os ambos os pilotos pudessem recuperar alguma da performance para o final.
Foto: Martin Trenkler












