Sergio Pérez acusou positivo no teste à COVID-19 antes do Grande Prémio da Grã-Bretanha. Sendo que a Racing Point partilha os pilotos de reserva com a Mercedes, esperava-se que Stoffel Vandoorne ou Esteban Gutierrez substituísse o mexicano, mas a Racing Point escolheu Nico Hülkenberg.
Mas, parece que a Mercedes não olhou com atenção o regulamento que estipula que um piloto que não esteja a pilotar um Fórmula 1 por mais de três anos tem de percorrer 300km em testes para obter novamente a super-licença.
Ao racefans.net, o chefe de equipa da Mercedes, Toto Wolff, afirmou: “O Esteban seria um grande candidato ao lugar, mas não estava dentro dos regulamentos. Agora há uma nova regra, que não olhamos com atenção, que diz que após três anos sem correr num evento oficial, o piloto tem de percorrer 300km em testes para obter outra vez a licença”.
Recorde-se que Guiterrez esteve na grelha da Fórmula 1 entre 2013 e 2016 e nunca mais esteve num evento oficial do desporto a partir daí. Já Hülkenberg estava dentro dos parâmetros, tendo corrido no Grande Prémio de Abu Dhabi em 2019, pela Renault.
Neste momento, esta situação pode ser um problema para a Mercedes. Gutierrez não pode competir, para já, e Stoffel Vandoorne está em Berlim para disputar seis corrida da Fórmula E. Para a próxima corrida, se algo acontece a Valtteri Bottas ou a Lewis Hamilton, a equipa alemã não tem um substituto direto.
“Nós não olhamos para esta regra em especifico e assumimos que com este passado este piloto poderia entrar em acção. Podemos dar o teste ao Gutierrez, mas não antes do próximo fim de semana” – admitiu Wolff.
“Vamos pensar como resolver esta situação porque é uma pena para o Gutierrez perder esta oportunidade. Claro que também não esperamos precisar do piloto de reserva, mas temos de encontrar uma solução para isto” – finalizou Wolff.











