Pode parecer estranho estar já a falar em melhorias quando o carro ainda nem sequer foi lançado mas a razão é lógica. A McLaren irá apresentar o seu novo carro na próxima sexta feira e embora a nova decoração esteja a causar grande expectativa, os responsáveis já avisaram que não vão ser visíveis grandes mudanças ao nível do chassis. Porquê? Simplesmente porque o do ano passado já era muito bom,
O chassis MCL32 provou ser um dos melhores no grid e apenas a manifesta falta de competitividade das unidades motrizes da Honda impediu que a equipa chegasse aos primeiros lugares da tabela. Terá sido também este um dos motivos que levou ao divórcio… ouvir Alonso elogiar o chassis e ter dificuldades para se manter no top 10 deverá ter sido frustrante para toda a equipa e especialmente para Peter Prodromou, responsável pelo desenho do chassis da equipa de Woking. Para 2018 a equipa não preparou revoluções mas focou-se em preparar novas peças que serão introduzidas na primeira corrida do ano, na Austrália:
“Tentamos desenvolver o carro nos últimos três anos”, explicou Prodromou sobre o design do carro. “Não haverá grandes mudanças ao nível do conceito apresentado até agora. O foco principal foi, e ainda é implementar uma atualização quer mecanicamente, quer aerodinâmicamente. Esperamos que o carro tenha um comportamento semelhante ao do final do ano passado desde o início dos testes.”
Não se espera assim grande mudanças como as que foram vistas no Williams e no Sauber, tendo a equipa optado por um trabalho de continuidade que tem dado frutos, ainda não visíveis pelos motivos conhecidos. A equipa deverá assim colocar à prova a base do ano passado, com algumas atualizações, e entender ainda melhor o comportamento do carro em pista para depois implementar as melhorias necessárias, um pouco à imagem do que a Red Bull fez no ano passado. E talvez como no caso da Red Bull, haja um ligeiro atraso na concepção do carro (a luz verde para a troca de motores foi dada de forma algo tardia) mas como a base do MCL32 garante qualidade a equipa pode trabalhar para entender melhor o novo chassis e então depois fazer as melhorias necessárias.
Os teses de Barcelona serão essenciais para a equipa que espera fazer uma média de 500km por dia, isto se a fiabilidade assim o permitir.














