A troca de unidade motriz vai obrigar a McLaren a fazer grandes alterações no seu carro, apesar das regras limitarem as mudanças para a próxima época.
A FIA introduziu um sistema de fichas para limitar a quantidade mudanças que as equipas podem fazer nos seus carros atuais (para limitar os custos da competição, antes da mudança profunda nos regulamentos em 2022). Mas a McLaren está na posição diferente pois vai trocar de unidade motriz o que implica gastar a maior parte das suas fichas a fazer alterações para acomodar a nova unidade.
Isto irá limitar as alterações aerodinâmicas que pode fazer, pois precisa de integrar a nova unidade no chassis, mudar sistemas de refrigeração e caixa de velocidades, e James Key, diretor técnico da equipa, diz que será semelhante à introdução de um carro quase novo.
“A grande mudança no próximo ano, que é única para nós, é a nova unidade motriz. Não podemos simplesmente usar o chassis de 2020”, explicou Key. “Tivemos de fazer muitas remodelações, especialmente no que se trata de vários sistemas no carro, tais como refrigeração e eletrónica. Não só o chassis será diferente, como também a caixa de velocidades e, claro, o motor, pelo que o MCL35M é quase a um carro novo para nós”.
“Ter de gastar 2021 fichas de desenvolvimento na instalação do motor Mercedes mudou a nossa abordagem quanto aos desenvolvimentos nesta época. Mas o resultado final é que provavelmente adicionámos um pouco de desempenho em 2020 em relação ao que normalmente teríamos feito e há margem para desenvolver ainda mais estas áreas com base em toda a informação que reunimos”.
“2021 será um ano preenchido com uma temporada completa, desenvolver o MCL35M e tentar novas descobertas a fazer com o nosso carro de 2022 à medida que ele evolui – mal podemos esperar para começar!”









