Houve pessoas que lhe chamaram o “Norrisgate”. Como hoje em dia tudo é motivo para ofensa, o caso da taça partida na Hungria obviamente acabou por correr nas redes sociais e nem sempre da melhor forma.
Lando Norris conquistou o segundo lugar no GP da Hungria e nos festejos do pódio fez o que costuma fazer quando abre o champanhe. Bateu com a garrafa no pódio para provocar um jato mais alto, um festejo já típico de Norris e que também é usada António Félix da Costa. O problema foi que na Hungria, ao fazê-lo, atirou com a taça de Max Verstappen ao chão, que ficou danificada. Houve pessoas indignadas com o que se passou, acusando o piloto britânico de desrespeito pela arte e pela cultura do país. É assim que sabemos que a corrida não teve tantos motivos de interesse.
O caso, além de provocar a fúria de alguns, permitiu também um olhar mais atento sobre as belas obras de arte que são atribuídas aos pilotos no GP da Hungria. Peças de uma beleza única, cujo valor ascende aos 40 mil euros, feitas pela Herendi. Como se costuma dizer, a má publicidade não existe. Ora as peças entregues têm garantia vitalícia e em caso de algum problema são reparadas ou substituidas pela empresa. O diretor-executivo da Herendi, Attila Simon, declarou à televisão húngara M4 Sport: “As equipas devem decidir entre si quem é o culpado, mas nós assumimos o alegre e pesado fardo de o fazer novamente”.
Portanto, Verstappen não vai ficar sem taça. Terá apenas de esperar seis meses (o tempo necessário para fazer a peça) para voltar a ter um troféu que continua a ser dos mais bonitos e emblemáticos da época.
Foto: Martin Trenkler












