Se dentro de pista equipas e pilotos vão acumulando voltas a bom ritmo, fora de pista a emoção é bem maior e depois de uma semana de testes em Barcelona em que pouco ou nada se viu e ouviu por parte dos principais intervenientes, agora sucedem-se as declarações fortes.
Max Verstappen não participou em pista no segundo dia dos testes de pré-temporada de Fórmula 1 no Bahrein, mas voltou a dominar a atualidade mediática ao comentar os novos regulamentos e ao reagir às declarações da Mercedes, nomeadamente de Toto Wolff.
No paddock, uma das principais discussões prende-se com a taxa de compressão dos motores. Wolff afirmou que a alegada vantagem da Mercedes seria mínima, estimando um ganho de apenas 2 a 3 cavalos. Verstappen discordou abertamente, sugerindo que o impacto real é muito superior e interpretando as declarações como uma tentativa de desviar atenções, numa altura em que a FIA deverá tomar decisões relevantes sobre o tema.
O neerlandês acredita também que a Mercedes está a esconder o verdadeiro desempenho durante os testes, apontando para uma melhoria significativa quando a temporada arrancar em Melbourne. Considera igualmente precipitado colocar a Red Bull como favorita, sublinhando que os testes de inverno raramente revelam a hierarquia real, sobretudo com regulamentos novos e complexos.
“Têm definitivamente de acrescentar um zero a isso! E talvez até mais. Mas percebo perfeitamente o que estão a tentar fazer hoje em dia”, afirmou Max Verstappen à Motorsport.com, reagindo à estimativa de Toto Wolff. “Posso dizer-vos uma coisa: esperem até Melbourne e vejam quanta potência eles encontram de repente. Eu já sei agora”, disse o piloto aos jornalistas neerlandeses. “Estão obviamente a tentar desviar o foco para nós porque fizemos muitas voltas na quarta-feira. Mas é preciso olhar para os dois lados. Esperem até Melbourne e vejam como vão ser rápidos nas retas”.
“Vejamos os últimos dez anos de testes de inverno. Não se pode dizer quem será campeão no primeiro dia, especialmente com regulamentos novos como estes. Para mim é mais uma tática de distração. Nós concentramo-nos no nosso trabalho, porque ainda temos muito para aprender”, explicou.
“Toda a gente pode dizer o que quiser. Já estou num ponto em que isso não me incomoda. Não me afeta, sobretudo se o carro não for agradável de conduzir. Aí concentro-me noutras coisas, como trabalhar no desenvolvimento do GT3”, concluiu Max Verstappen.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









