F1: Alarmes soam na Aston Martin. “Ano de sofrimento” à vista
Dizem que a história está condenada a repetir-se. Ora, parece que é o caso na Aston Martin. Afinal, já vimos a história de uma equipa britânica que apostou num construtor japonês de unidades motrizes como fornecedor único para enfrentar uma das maiores mudanças de regulamento na história da F1, com Fernando Alonso como piloto.
A McLaren viveu um período negro da sua história com o início da parceria com a Honda, quando a equipa caiu para a cauda do pelotão, fruto de uma unidade motriz pouco competitiva e de uma estrutura enfraquecida. Doze anos depois, a Aston Martin parece percorrer um caminho similar.
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— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) February 13, 2026
Depois de um arranque repleto de entusiasmo, com Adrian Newey a ser o combustível desse fervor, a realidade parece ter-se abatido de forma violenta na Aston. O primeiro teste, em Barcelona, foi efetivamente um shakedown, um teste aos sistemas que ainda pouco ou nada dizia ao nível da competitividade. O entusiasmo não esmoreceu e viveu à boleia dos elogios ao desenho radical do AMR26. No Bahrein, a realidade parece ter-se abatido de forma violenta sobre a equipa de Silverstone.
Os semblantes são carregados, o discurso é francamente pessimista e os rumores… preocupantes. Lance Stroll foi perentório ao afirmar que a Aston estava a quatro segundos das equipas de topo. Quatro segundos em F1 não é muito tempo… é um desastre.
Ontem, nas redes sociais, assistimos ao soar dos alarmes do lado da Aston Martin. Vários jornalistas espanhóis ligados a Fernando Alonso pintaram um cenário negro. Antonio Lobato, narrador da F1 na DAZN espanhola, que marca presença no Bahrein, falou “com alguém próximo a Fernando e o sentimento dessa pessoa, o que ela me disse, foi: ‘mais um ano no inferno. Mais um ano de sofrimento.’” Fernando Alonso terá, inclusive, atirado com as luvas quando saiu do carro, num sinal de desalento..
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— Aston Martin Aramco F1 Team (@AstonMartinF1) February 12, 2026
Outros rumores apontam que o desenho radical de Newey terá sido… demasiado radical, o que deixa o já fragilizado motor Honda em apuros, com falta de refrigeração, obrigando a equipa a não chegar às velocidades de topo que outras estruturas estão a registar. É dito que o motor não passa das 11 mil rotações, pois, acima disso, poderia partir. Fala-se, inclusive, que é muito provável que a Aston Martin veja pelo menos um dos seus carros ficar-se pela Q1 em Melbourne.
O cenário é verdadeiramente negro? Ou a Aston Martin está a esconder o jogo e a criar um quadro mais negro do que realmente é… ou poderemos ver a Aston ainda a sofrer durante pelo menos as primeiras corridas desta temporada?
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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