De acordo com o “Auto Motor und Sport”, o bilionário pai de Lance Stroll investiu 80 milhões de dólares para garantir a estreia do jovem de 18 anos na Fórmula 1, ao serviço da Williams.
Após a revelação do canadiano com a equipa de Grove, o tema mais discutido nos momentos que se seguiram esteve no facto de Lance, apesar de ter conquistado este ano o título de Campeão Europeu de F3, em conjunto com outros troféus em categorias de acesso, ser efetivamente um “piloto-pagante”.
Uma afirmação que ele próprio recusou, como o AutoSport deu conta anteriormente. Mas segundo a publicação alemã do “Auto Motor und Sport”, Lance e Claire Williams apenas contaram parte da história, adiantando que o pai Lawrence comprou a equipa de Fórmula 3 da Prema e instalou o conhecido engenheiro da Ferrari Luca Baldisseri para acompanhar o seu progresso.
Stroll foi desta forma, diz a publicação, o piloto n.º1 da Prema este ano, beneficiando do apoio de engenheiros da Fórmula 1 no seu ataque à F3 e de um simulador especial colocado à sua disposição pela Williams, na sua fábrica, em Grove. Cumpriu ainda um programa de testes com um Williams de 2014, suportado por 20 técnicos e 5 engenheiros da Mercedes, recebendo dois motores preparados especificamente para ele pela Mercedes – plano esse que visitou Silverstone, Hungria, Monza, Áustria, Barcelona, Abu Dhabi, Austin e Sochi.
Pat Symonds, da Williams, admitiu que “o último rookie com tantos quilómetros de testes antes da sua estreia foi Jacques Villeneuve”, curiosamente outro canadiano.
O “Auto Motor und Sport” adianta ainda que nem os pilotos titulares Valtteri Bottas e Felipe Massa tiveram acesso ao tal simulador especial pago pelo pai Lawrence, e que foi calibrado para a F3.
“O desporto motorizado é um desporto onde o dinheiro é obviamente importante, portanto estou muito contente por poder contar com a ajuda do meu pai”, referiu Lance, à publicação.










