Pierre Gasly, surpreendeu o mundo da F1 com uma pole inesperada, mas totalmente merecida. Agora, a Alpine quer concluir o fim de semana em beleza, tal como Pierre Gasly que pretende repetir o feito que conseguiu há exatamente seis anos, quando venceu o GP de Itália com a Alpha Tauri.
Uma pole conquistada de forma brilhante, por um piloto que todos os anos demonstra ser uma peça fundamental das equipas por onde passa. O francês tem sido de forma regular um dos melhores da grelha e apenas a valia dos carros o tem impedido de conseguir melhores resultados. Em Monza, ontem, fez história e tornou-se no décimo francês a fazer a pole, dando a primeira pole à Alpine, conseguindo também entrar no clube dos pilotos que têm pole no seu CV na atual grelha que agora conta com 14 membros.
Qual foi o truque para esta prestação impressionante? Gasly admitiu que conquistar a pole position para o Grande Prémio de Itália teria sido “absolutamente” impossível sem as recentes atualizações introduzidas pela Alpine.
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Um pacote técnico decisivo
A Alpine mostrou-se rápida ao longo de toda a qualificação, com Gasly a ser o mais veloz no primeiro e no último segmento da sessão. A equipa de Enstone optou por uma asa traseira extremamente fina, além de ter gerido de forma quase perfeita o posicionamento em pista para beneficiar do cone de aspiração de outros carros. Ainda assim, segundo Gasly, o elemento decisivo para este desempenho foi a atualização introduzida no Grande Prémio dos Países Baixos, sem a qual a pole nunca teria sido uma possibilidade real em Monza.
Questionado sobre se a pole seria possível sem essa atualização recente, Gasly foi direto: “Não. Ou seja, o pacote já nos trouxe muita performance em Zandvoort. Vimos que estávamos muito mais competitivos, e acho que também me está a dar um pouco mais daquilo que preciso dentro do carro, em termos de conseguir empurrar as entradas nas curvas, ter uma sensação mais consistente com o carro.” O piloto francês reforçou ainda a dimensão da mudança: “não, o pacote trouxe-nos claramente um bom desempenho. Nunca imaginei que estaríamos nesta posição depois de Zandvoort.”
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O desafio da corrida
A velocidade máxima da Alpine tem impressionado ao longo de todo o fim de semana, mas transformar a pole numa segunda vitória na carreira é um desafio bastante diferente. Gasly mostra-se determinado a dar tudo para conseguir um triunfo surpreendente, ainda que, questionado sobre se a Alpine tem ritmo de corrida suficiente para vencer, tenha preferido não se comprometer: “isso é um problema para amanhã.”
“O meu plano é manter-me na liderança enquanto puder”, afirmou Gasly. “Quanto tempo será isso? Não faço ideia. Vou concentrar-me na minha condução, em não cometer erros e em tirar o máximo partido do que tenho. Espero sinceramente que consigamos manter essa posição [na liderança], mas, como sabemos, isto são corridas. O tempo dirá e eu vou apenas certificar-me de que faço o meu trabalho como sempre faço, que venho o mais preparado possível e que dou o meu melhor.”
A verdade é que a Alpine tem tido algumas dificuldades em gerir os pneus e, numa corrida em que a estratégia de uma paragem deverá ser usada por todas as equipas, um carro com demasiada degradação pode tornar-se numa dor de cabeça. Mas a equipa francesa mostra confiança. Steve Nielsen considera que Gasly pode ambicionar algo ainda maior. Quando questionado sobre qual é o objetivo para domingo, respondeu: “Tentar ganhar. Acho que vamos tentar [ganhar]. Porque não? Não precisamos de ter respeito por ninguém. Estamos na pole por mérito próprio. Vamos ver o que conseguimos fazer.”
Será que, seis anos depois, Gasly volta a fazer história? Falta pouco para sabermos.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









