Toto Wolff já tinha admitido que as tão aguardadas atualizações do W14 podiam não ser capazes de levar a Mercedes para mais perto da Red Bull e que não seriam a solução para os todos os problemas que a equipa de Brackley tem enfrentado desde 2022 com o monolugar, não revelando mais nada antes do Grande Prémio do Mónaco. No entanto, depois da prova o austríaco complementou com algumas novas informações. Não é uma ‘versão B’ totalmente diferente da original, porque a equipa não pode substituir este ano o chassis.
Pensado para uma outra filosofia, o conceito sem flancos – ‘zeropod’ – o chassis deveria ser substituído por um outro com uma nova abordagem aerodinâmica da equipa, mas não há a possibilidade de isso acontecer sem ultrapassar o limite orçamental definido pelo regulamento financeiro da FIA para a Fórmula 1.
“Se não estivéssemos sob limite orçamental, teríamos introduzido outro chassis, o que não é possível”, disse Wolff. “O que fizemos foi uma mudança fundamental na direção do design, na forma como geramos aderência mecânica e aerodinâmica. Estamos numa fase precoce da nossa compreensão do carro atual e, por isso, esperamos que as atualizações surjam regularmente dentro dos parâmetros financeiros que existem, mas todos devem estar sob as mesmas restrições”.
O responsável da Mercedes insistiu na necessidade de saber o quanto antes o que vale o desenvolvimento do W14 e por isso a decisão em montar no carro as atualizações no Mónaco.
Ao contrário do que afirmou Frédéric Vasseur, Toto Wolff não quer afirmar que seja possível uma vitória da sua equipa ainda este ano, mas admite que espera “discutir posições na frente, mas hoje há mais variáveis com as outras equipas. Só precisamos de ter como objetivo vencer e entrar na corrida pelo campeonato”.
Foto: Martin Trenkler











