F1: Liberty Media quer mudanças nos fins de semana
A Liberty Media quer reaproximar a Fórmula 1 dos adeptos, assim como atrair adeptos mais jovens, dado o envelhecimento dos adeptos da competição. Segundo a Auto Motor und Sport, da Alemanha, poderão existir várias mudanças nos fins de semana de competição.
Com as mudanças que a Liberty vai mostrar às equipas, apenas o domingo ficaria igual. Na sexta feira, a inspeção técnica seria pública, para aproximar os adeptos dos monolugares e depois haveria duas sessões de treinos durante a tarde, ambas com uma hora de duração. As grandes mudanças surgiriam no sábado, com a qualificação a passar a ser de manhã e a contar para uma corrida no sábado à tarde, com cerca de 100 km de duração (um terço de um Grande Prémio tradicional), sem limitações quanto ao uso de combustível ou de pneus. Seria o resultado desta corrida que ditaria a grelha de partida para a corrida de domingo.
As ideias vão ser apresentadas em breve às equipas e são elas quem terá a resposta final, pelo que ainda não se sabe quando tais mudanças avançariam.
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Não me chateies
2 Abril, 2018 at 14:10
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Pity
2 Abril, 2018 at 14:22
Deixem estar o que está bem! Querem atrair os jovens? Promovam sessões de autógrafos, visitas guiadas ao interior das boxes( a sortear entre os adeptos presentes no circuito), experiências em simulador com um piloto a dar dicas… há tantas pequenas coisas que se podem fazer sem mexer no que está bem.
João Pereira
2 Abril, 2018 at 18:26
Pity, isso é para umas dezenas de jovens endinheirados (muito endinheirados) que podem comprar os bilhetes de Paddock. Que tal pensarmos no preço dos bilhetes em primeiro lugar? Ou promover essas iniciativas a que se refere, através de sorteios on-line Baseados em quiz ou outra forma semelhante) no GP anterior durante as transmissões televisivas? É que todos sabemos que as receitas dos organizadores vêm principalmente dos bilhetes, mas as da Liberty e da FIA vêm da TV.
Pity
2 Abril, 2018 at 18:38
Eu não me referia a bilhetes de Paddock, até podem ser bilhetes de peão, qualquer bilhete. Mas as suas sugestões também são boas, pena é que o pessoal da Liberty não lê o Autosport português.
Zé do Pipo
2 Abril, 2018 at 14:55
Falam em baixar os custos, ao longo dos anos tem-se reduzido as sessões de treinos, e agora querem uma corrida de qualificação?? E devem querer manter o nº de motores? Parvoíces… Baixem o preço dos bilhetes e não tapem a visão que os espetadores têm da pista com painéis publicitários (como já aconteceu comigo nos “S” do Estoril antes da parabólica…) e o público volta.
João Pereira
2 Abril, 2018 at 18:16
Caro ze-do-pipo, melhor só o bacalhau.
Não quero saber de contenção de custos, Mas a questão dos 3 motores saltou-me logo à ideia, quando percebi que a ideia seria substituir a FP3 por uma corrida de 30 a 35 voltas depois da qualificação. A ideia parece-me fantástica, mas vale pelo menos mais um motor.
Mas onde você brilha de facto, é na sua observação acerca dos painéis publicitários, que no Estoril ficavam de costas para o público, e virados de frente para as câmaras. Foi algo que me indignou na altura, porque a bancada E (antes Peão Norte) sempre foi o meu “spot” preferido, e se os carros baixos como os monolugares já eram difíceis de ver pela altura do rail triplo na parabólica interior, os painéis da F1 complicaram ainda mais as coisas, e fez-me perceber que a F1 é para ver na televisão, e não ao vivo. Em 1985, parecia um triste (poucos espectadores sobreviveram até ao fim da corrida), sentado numa cadeira de praia na bancada (a água fazia cascatas), com um impremeável, chapéu Nordeste e galochas até à cintura, e a espreitar para dentro do impermeável para ver a transmissão da RTP num pequeno televisor a preto e branco que levava 8 pilhas daquelas grandes metido dentro de um saco de plástico transparente. No fim, eu como levei todo o meu equipamento de espectador de ralis, fui talvez o único que chegou a casa enxuto, dos poucos que viram a volta de consagração do Ayrton na sua primeira vitória.
O meu primeiro GP ao vivo foi Jarama 76, vi todos os que foram feitos no Estoril, mas depois chegava a casa, e ia ver a gravação, porque para ver F1, aos preços a que estão os bilhetes, cada vez é mais no conforto do sofá, onde se vê todo o circuito e até os replay, slow-motion, radio-talking, e apara além do sofá ser mais confortável, a cerveja é bem mais barata. Se pensarmos bem, com o dinheiro dos bilhetes de 10 GP, compra-se uma tv fantástica.
Iceman07
2 Abril, 2018 at 17:38
Querem atrair o publico jovem? Aumentem o espectáculo dentro de pista. Se não houver espectáculo ninguém vai querer ir ao “circo”. E não é com coisinhas artificiais, é com luta no braço e à cabeçada.
Estão a ver o Moto GP? É mesmo isso, só que com quatro rodas! É assim tão difícil?
João Pereira
2 Abril, 2018 at 18:28
Parece-me boa ideia, mas eu se fosse construtor dizia que queria mais 2 motores por época, já que iria ter mais 21 meias corridas.
Frenando_Afondo™
2 Abril, 2018 at 18:49
A ideia da corrida no sábado é bem estúpida. Especialmente sem haver limitação de combustível ou pneus. Não era suposto estarmos em modo poupança? Então agora já se pode gastar à vontade se for para o espectáculo?
Além que as equipas vão ser obrigadas a ter mais corridas, então têm forçosamente de lhes dar mais motores, não estou a ver 3 motores durarem corridas no sábado e no domingo, mesmo que a corrida no sábado seja mais curta. Muitas equipas provavelmente até se vão poupar no sábado para conseguir fazer a corrida no domingo (as equipas pequenas) para não forçar demasiado os motores. Porque é completamente diferente fazer uma qualificação em que somente uma volta é a fundo e as outras é a meio gás a preparar a volta lançada. Que fazer 100km extra em que muitas dessas voltas têm de ser a fundo para se protegerem dos adversários ou conseguirem ultrapassá-los.