Apesar das dificuldades da Mercedes em 2022, a equipa tem garantindo grandes resultados devido à boa fiabilidade. Lewis Hamilton tem elogiado muito esse parâmetro no W13, mas admite que não podem confiar sempre na fiabilidade para ter bons resultados a longo prazo.
A Mercedes já registou 11 pódios em 2022, apesar de ter um carro consideravelmente inferior ao RB18 da Red Bull e ao F1-75 da Ferrari, incluindo os duplos pódios de Lewis Hamilton e George Russell nos últimos Grandes Prémios da França e da Hungria, com os pilotos a terminarem em segundo e terceiro, respetivamente.
No entanto, os ‘flechas de prata’ ainda não registaram qualquer vitória na presente temporada e Hamilton compara 2022 com a época de 2009, em que a McLaren teve grandes dificuldades, em conversa com o seu então colega de equipa Heikki Kovalainen.
“Tem sido um ano realmente desafiante. Eu diria semelhante ao ano que tivemos em 2009, com o carro que, quando chegámos à fábrica em fevereiro ou janeiro de 2009, eles disseram que o carro estava bom. Depois chegámos ao primeiro teste, e ficámos tipo, ‘Uau, é um longo caminho até onde precisamos de estar’. E como equipa, passámos por um processo semelhante em termos de tentar retirar algumas coisas, reconstruir, reagrupar e levar este carro para um lugar melhor”, explicou Hamilton.
Hamilton tem estado muito satisfeito com as melhorias do W13 à medida que a época tem avançado, sendo a fiabilidade o principal trunfo para a Mercedes em 2022, o que denota um contraste para os rivais Red Bull e Ferrari, principalmente a equipa de Maranello tem tido várias falhas mecânicas que os têm atirado mais e mais para trás.
O sete vezes campeão do mundo advertiu que a equipa precisa, no entanto, de mais ritmo.
“Tivemos uma consistência muito boa nestas últimas corridas, o que tem sido ótimo”, disse Hamilton. “Ainda nos falta ritmo, o que é difícil porque penso que há potencial neste carro, mas tivemos de abdicar dele para impedir os ressaltos. Tivemos uma fiabilidade realmente boa, mas não podemos confiar para sempre na fiabilidade como o fator que nos mantém no pódio, por isso precisamos de desempenho”.
A Mercedes está atualmente em terceiro lugar no campeonato de construtores e reduziu a diferença para a segunda colocada Ferrari, estando a apenas 30 pontos da equipa italiana.












