Lewis Hamilton já teve uma longa carreira na Fórmula 1. Quando questionado se já experimentou algo parecido com isto. Brasil 2016? Coreia 2010? A memória não o ajudou muito, mas a perceção que tem é que condições tão más, não teve: “Penso que não, não me lembro de ter experimentado este tipo de condições. Já corro há muito anos, por isso não me lembro. No fundo, estando nós em Melbourne no ano passado, quando não devíamos ter estado, há algumas semelhanças com a forma como tudo hoje se passou, mas pelo menos todos estão a salvo.
Em última análise, a visibilidade de quem vem atrás… uma vez que fizemos a grelha, assim que Max se afastou, ele simplesmente desapareceu. Nem consegui ver a sua luz vermelha à minha frente, por isso deve ter sido ainda pior para quem vinha mais atrás. O pior de tudo seria ver os pilotos em ‘carnificina’ de carros e a magoarem-se. Por isso…”, disse Hamilton, admitindo que a decisão de não correram foi a melhor.
Quando lhe perguntaram se achava que deveria ter sido feito algo de forma diferente: “Não fazia sentido correr, mas há uma regra que diz que para ser uma corrida ‘legal’, tem de ter um mínimo de duas voltas, por isso mandaram-nos dar duas voltas atrás do Safety Car e isso ativa um monte de coisas. Eu não conheço toda a política e os antecedentes, mas a minha maior preocupação é que os adeptos devem provavelmente recuperar o seu dinheiro, penso eu, e não sei se ao fazer as duas voltas significa que não devolvem. Só não creio que seja isso que queremos. Temos valores melhores do que isso como desporto”.








