Lewis Hamilton não se mostrou muito entusiasmado com a nova geração de carros nem com as exigências técnicas impostas, sublinhando que a verdadeira complexidade não reside no chassis, mas na gestão das novas unidades motrizes híbridas.
Hamilton admitiu que o processo de aprendizagem tem sido intenso e tecnicamente exigente. A necessidade de lift and coast tornou-se mais frequente, assim como a utilização de relações de caixa mais curtas e regimes de rotação elevados para maximizar a recuperação de energia. Em circuitos como Barcelona, o lift and coast numa volta de qualificação é significativo, algo pouco habitual noutras eras da Fórmula 1.
No Bahrein, as características do traçado limitam essa abordagem, mas o britânico destacou que a combinação de menor carga aerodinâmica e transições bruscas entre relações de caixa torna o comportamento do carro particularmente exigente.
Lewis Hamilton afirmou no Bahrein:
“Acho que nenhum adepto vai perceber isto. É tão complexo; é ridiculamente complexo. Num dia tive sete reuniões para nos explicarem tudo. Parece que precisamos de um curso superior para compreender totalmente.”
Sobre a gestão em pista, acrescentou:
“Em termos de gerir, é relativamente simples. Mas há um sistema que, quando terminas uma volta, aprende a forma como estás a conduzir. Se bloqueias uma roda ou alargas a trajetória, isso altera o algoritmo. Temos de reduzir para mudanças muito baixas para recuperar energia suficiente na entrada da curva. Por isso, temos de levar o motor a regimes muito elevados. Estamos a usar segunda e até primeira em alguns pontos só para recuperar mais energia. Em Barcelona tivemos cerca de 600 metros de lift-and-coast numa volta de qualificação. Aqui não conseguimos fazer isso da mesma forma. Há pouca carga aerodinâmica e o carro desliza bastante.”
Foto: MPSA /Philippe Nanchino











