O primeiro ano de Otmar Szafnauer como responsável da Alpine na Fórmula 1 não tem sido fácil. Em termos desportivos os resultados têm sido bons, com os franceses a ocuparem o quarto posto da classificação entre os construtores, à frente da McLaren. No entanto, nos últimos meses a Alpine tem sido notícia não pelos melhores motivos e Szafnauer tem dado a cara em alguns episódios que não deixaram bem vista a equipa.
Após o anúncio da saída de Fernando Alonso, o chefe de equipa explicou que foi apanhado de surpresa e que não esperava que o piloto espanhol trocasse a Alpine pela Aston Martin numa altura em que discutiam o próximo contrato. Alonso disse depois que tinha mantido Laurent Rossi, CEO da Alpine, informado do que queria do contrato e que se a estrutura não fosse de encontro às suas expectativas, iria procurar outro lugar na Fórmula 1. Depois da confirmação da saída de Alonso, a equipa francesa anunciou Oscar Piastri que negou qualquer acordo para 2023, tornando-se num caso que viria a ser decidido pela Comissão de Reconhecimento de Contratos da FIA a favor do piloto e da McLaren, equipa que tinha assinado com o australiano para o próximo ano, aproveitando algumas lacunas no contrato dos franceses.
Ainda assim, e estando sob fogo fora de pista, Otmar Szafnauer merece a confiança do CEO da Alpine, que salienta que se sente orgulhoso por ter contratado o engenheiro.
“Otmar é o chefe. Confio plenamente nele e está a fazer um excelente trabalho. Portanto, dá-me essa paz de espírito e confio que vai continuar a fazer crescer a equipa”, afirmou Rossi ao Motorsport.com, admitindo que tem vindo a deixar sair de cena na Fórmula 1, e assim vai continuar, para se focar em todo o negócio da Alpine e não apenas na competição.
Se a relação entre ambos não parece ter sido afetada pelas falhas da equipa nos episódios recentes, Rossi afirmou que a fronteira entre o que ambos têm de fazer está claramente delimitada. “Tivemos um período de transição para lhe entregar alguns assuntos, mas Otmar é, a propósito, uma das contratações de que mais me orgulho. Está a cumprir com o que lhe pedimos todos os dias desde que chegou, e é o chefe. Em alguns temas ficamos por perto, por isso conhecemos todos os desenvolvimentos. Por vezes concordamos em máximos, limites, fronteiras, porque, claro, precisamos de estar alinhados, e eu preciso de saber [o que está a acontecer]”, concluiu Rossi.










