Laurent Mekies reagiu às recentes declarações de Max Verstappen após o Grande Prémio do Japão, garantindo que a Red Bull não está preocupada com o futuro do piloto neerlandês e que o foco está exclusivamente em melhorar a competitividade do monolugar.
O responsável da Red Bull desvalorizou qualquer cenário de saída de Verstappen, sublinhando que todas as atenções da equipa estão centradas em entregar um carro mais competitivo ao piloto. Num fim de semana em Suzuka marcado por dificuldades para a Red Bull — com Verstappen limitado ao oitavo lugar e sem ritmo para lutar com os adversários diretos — Mekies reconheceu que há trabalho a fazer, mas mostrou confiança de que um monolugar mais competitivo mudará o estado de espírito do tetracampeão.
“Não estamos a ter qualquer tipo de discussões sobre esses aspetos. Temos muito trabalho pela frente, mas tenho a certeza de que, quando lhe dermos um carro rápido, ele será um Max muito mais feliz. E quando tiver um carro com o qual possa fazer a diferença, também estará mais satisfeito. Neste momento, 100% das nossas conversas são sobre isso.”
Paralelamente, o dirigente abordou também as preocupações crescentes em torno dos regulamentos de 2026, num contexto em que o acidente de Oliver Bearman voltou a colocar em evidência as diferenças de velocidade e os riscos associados. Mekies defendeu ajustes, sobretudo ao nível da qualificação, apontando para uma abordagem mais “a fundo”, enquanto admite que mudanças mais estruturais poderão surgir apenas a partir de 2027.
“Como sabem, os regulamentos têm aspetos positivos e outros mais complicados. Como desporto, vamos reunir-nos durante a pausa para ver como podemos ajustá-los e melhorar a situação. Se há algo em que todos concordamos — equipas, FIA, F1 e pilotos — é que gostaríamos de ver uma qualificação totalmente a fundo, ou o mais próximo possível disso. Esse é o principal objetivo neste momento.
Depois, ao melhorar a qualificação, também poderemos ter corridas com menos gestão e mais naturais. Há opiniões diferentes no paddock, mas o mais importante é aproximarmo-nos desse cenário. Pessoalmente, acho que o foco deve estar em resolver bem estas questões para 2027, embora ainda seja possível fazer alguns ajustes já em 2026.”












