Lando Norris esclareceu as declarações feitas após o primeiro contacto com os novos monolugares de Fórmula 1, admitindo que classificou os carros como “divertidos” apenas para observar a reação do meio. O britânico reconhece agora que partilha muitas das críticas feitas por vários pilotos, incluindo Max Verstappen, sobretudo quanto ao excesso de gestão de energia.
Os novos regulamentos aumentaram significativamente o peso do sistema elétrico na potência total, mantendo baterias semelhantes às atuais. Isso obriga os pilotos a adotar condução pouco intuitiva. A situação gerou discussões internas sobre possíveis ajustes regulamentares ainda antes ou logo após o início da época, uma vez que o novo botão de “boost”, que substitui o DRS, tem revelado menor eficácia em ultrapassagens. Vários pilotos temem que algumas pistas mais exigentes energeticamente agravem o problema.
Lando Norris afirmou durante os testes de pré-temporada:
“Não quis chegar aos media e começar logo a queixar-me no primeiro fim-de-semana. Só disse aquilo para ver qual seria a reação de toda a gente. Foi uma semana divertida nesse sentido e levou muita gente a comentar.”
O piloto da McLaren explicou ainda que concorda com grande parte das críticas:
“Concordo com o Max em muitos aspetos, provavelmente na maioria deles, mas isso não significa que não me divirta. Há dois lados. Concordo basicamente com todos os outros pilotos, porque todos já foram bastante claros. Diverti-me na semana passada e continuo a divertir-me agora, mas sabemos que o campeonato, a FIA e a Fórmula 1 estão a tentar melhorar o carro, porque não é a forma mais pura de corrida, e é isso que deveria ser”.
Carlos Sainz, director da Associação de Pilotos, deixou também um alerta:
“No início do ano devemos manter uma mente aberta caso os regulamentos tenham exagerado na quantidade de recuperação e utilização de energia numa volta. Pode funcionar em alguns circuitos, talvez aqui, mas em pistas como Melbourne ou Jidá poderemos precisar de ajustes. É uma mudança tão grande que ninguém conseguiu prever exatamente o nível de carga aerodinâmica ou de utilização de energia, por isso devemos ser flexíveis em vez de ficar presos a um nível fixo de gestão energética”.
Photo: Philippe Nanchini /MPSA











