Kevin Magnussen (Haas VF-24/Ferrari) teve muita sorte de ter escapado do Mónaco sem ser penalizado. É verdade que Pérez podia ter deixado mais espaço, mas por ali há muito pouco disso, e ver para trás é algo que ninguém consegue. Felizmente, nada de grave sucedeu no acidente em que se envolveu com Sergio Pérez e Nico Hulkenberg, os Comissários Desportivos entenderam que foi incidente de corrida, mas se isto fosse linguagem ‘futebolês’ para nós era um amarelo ‘alaranjado’…
A Haas tinha os dois carros a partir de trás, graças a uma infração técnica que os desclassificou da qualificação. Isto já era mau o suficiente numa pista como o Mónaco, onde a posição na grelha é rei, mas o pior veio logo a seguir. Magnussen tentou uma manobra sobre Pérez no início da subida da colina, mas a diferença diminuiu e ele bateu na traseira do Red Bull, fazendo com que Pérez fosse de encontro a Hulkenberg. Ambos os carros da Haas ficaram imediatamente fora da corrida, e a equipa também tem de suportar uma grande conta de danos. Felizmente para o dinamarquês, dada a sua contagem de pontos de penalização, os comissários de pista optaram por não investigar o caso.
Para Nico Hulkenberg: “Estou desapontado e um pouco chateado, para ser honesto, por estar fora depois de 500 metros. É óbvio que está longe de ser o ideal ter os dois carros fora de pista e eu fui eliminado por um incidente em que não estive diretamente envolvido. Obviamente, aqui é bastante estreito até à Curva 3. É uma enorme pena, as coisas estavam a ficar muito apertadas ali, foi um incidente de corrida – talvez tenha parecido um pouco otimista da parte do Kevin – mas o Checo também o podia ter visto e deixado espaço, por isso o resultado é obviamente infeliz.”
Já Kevin Magnussen, tem uma visão diferente: “Eu estava com a minha frente ao lado da traseira de Perez desde a saída da Curva 1, na corrida até a Curva 3. Ele vai em direção ao muro, o muro volta um pouco para a pista e eu não tinha para onde ir. Não sei se ele não me viu, mas não posso desaparecer assim do nada, por isso fiz contacto com o muro e com ele ao mesmo tempo, e batemos. É frustrante e um acidente como este tem um custo elevado para a equipa em termos de peças sobresselentes e de fabrico de novas peças, bem como muito trabalho para a equipa, nunca é bom.”
Para Ayao Komatsu, Diretor da Equipa: “Partindo da P19 e da P20, tínhamos um plano de estratégia alternativo para tentar tirar partido da situação, mas infelizmente a nossa corrida terminou na primeira volta. Foi um domingo para esquecer e só temos de aprender com este fim de semana, seguir em frente e conseguir um bom resultado no Canadá.”












