A luta pelo título decide-se nos pormenores e neste momento Max Verstappen tem um motor danificado e por isso está muito mais próximo de uma penalização. A Honda vai tentar reparar o motor danificado em Silverstone, mas não há garantias de sucesso.
A unidade motriz que sofreu a colisão no GP da Grã Bretanha foi revista em Sakura, no Japão e os engenheiros da marca nipónica não encontraram problemas na unidade que foi usada nos treinos e na qualificação do GP da Hungria. Mas após a qualificação surgiram pequenas fissuras que obrigaram à substituição da unidade motriz.
A Honda irá tentar reparar o motor sem quebrar os selos da FIA, numa operação que está longe de ter sucesso garantido como explicou Toyoharu Tanabe, diretor técnico da Honda:
“Enviá-lo-emos de volta para Sakura para verificar a situação da fissura e a sua posição. Podemos, então, determinar o que irá acontecer no futuro, e considerar se pode ser reparada. Uma vez que não é possível substituir peças, consideraremos se pode ser reparada a partir do exterior. O resultado disso determinará se ela pode ou não ser utilizada no futuro. Não sei, mas sinto que se trata de uma situação bastante difícil”.
“Após a qualificação, o carro voltou, removemos e encontrámos fissuras enquanto verificávamos o motor”, disse ele. “Tínhamos verificado a mesma coisa antes da qualificação, mas não havia nada de errado. Contudo, quando o verificámos após a qualificação, havia fissuras e o óleo estava a escorrer para fora. Não havia impacto nos dados ou no desempenho, pelo que não era uma parte que aparecia nos dados”.
Assim como o motor fissurado de Verstappen regressou ao Japão, Tanabe diz que a segunda unidade motriz de Sergio Pérez também precisará de ser verificada para ver se pode ser utilizada novamente depois de ter falhado na sequência da primeira volta na Hungria, devido ao incidente. “Existem algumas anomalias nos dados, pelo que sinto que poderá ser bastante difícil continuar a utilizá-la no futuro”, acrescentou Tanabe.












