Yusuke Hasegawa, responsável máximo da Honda Racing está convicto que a será possível chegar ao nível da Mercedes de 2016, o que a acontecer será um excelente passo para a McLaren-Honda, ficando aqui só por saber o que farão a Ferrari e a Renault. A McLaren tem sido cuidadosa na transmissão dos seus objetivos para 2017, mas Yusuke Hasegawa vai mais longe e coloca a fasquia bem elevada, pois o motor Mercedes de 2016 é bem capaz de ser suficiente para bater a Renault e Ferrari… de 2017: “Acho que ainda não atingimos o nível da Mercedes, mas a verdade é que eu também não sei o quanto a Mercedes evoluiu. Mas temos como meta alcançar os melhores e isso significa chegar à Mercedes e nesse aspeto sinto que não estamos longe de onde eles estavam no fim de 2016 e penso que vamos alcançar isso já em Melbourne”, disse Hasegawa. Contudo, por muito bom trabalho que a Honda possa ter feito, isso vai depender do que fizeram as restantes equipas e por isso, pode não chegar para ajudar a McLaren a subir na tabela, ainda que para isso também seja preciso que a McLaren contribua com um bom chassis e isso não se tem visto nos últimos anos.
Mas para que se perceba o caminho que a McLaren-Honda já fez desde o início de 2015, convém recordar o que se passou no início da parceria. Na altura, nem nos seus piores pesadelos, Ron Dennis terá sonhado que teria de caminhar até à ultima linha da grelha de partida em Melbourne para encontrar os seus dois carros. O regresso da parceria McLaren-Honda aos Grande Prémios deixou logo bem à vista até que ponto a unidade motriz japonesa estava longe do desempenho da competição com Button e Magnussen a rodarem regularmente quatro segundos por volta mais lentos que os homens da frente e a mais de um segundo do competidor mais próximo, Force India e Sauber, na altura.
O motor japonês tinha uma falta de performance gritante, e uma preocupante fragilidade, pois logo no primeiro treino livre os dois pilotos tiveram de parar depois de apenas uma pequena série de voltas, por terem sido detetadas fissuras no interior das entradas de ar para o motor, afetando o seu funcionamento. Nessa altura, e pela primeira vez na sua história, a McLaren ficou com as duas últimas posições da grelha, pior, só no Mónaco em 1983 quando Lauda e Watson nem se qualificaram para a corrida.












