Esta época de F1 tem sido marcada por muitas batalhas fora de pista, mais do que o normal, entre Red Bull e Mercedes. Ambas as estruturas dão tudo o que podem para que os seus respectivos pilotos vençam, mesmo que digam que em nome do compromisso orçamental não o irão fazer. Segundo o que avança a publicação Auto Motor und Sport, as melhorias apresentadas no GP de França nas unidades motrizes da Red Bull, que justificou os ganhos em reta com as novas asas traseiras e acrescentando que os motores apenas traziam atualizações em termos de fiabilidade, foram recentemente restringidas por uma diretiva técnica da FIA, enviada em privado para a equipa.
Helmut Marko garante que os motores Honda na Hungria tinham “a mesma potência que em França e na Áustria”, depois de na sexta-feira ficar provado que os Red Bull perdiam tempo para os Mercedes em reta. O conselheiro da equipa ainda afirmou, citado pelo Auto Motor und Sport, que “a Mercedes ganhou desempenho”.
Já uma fonte da equipa da Mercedes, à mesma publicação, terá dito que a sua unidade motriz está no limite e que as diferenças de andamento na Hungria se deveram ao motor Honda ter “dado um passo atrás”.
Segundo a publicação alemã, os homens da Mercedes suspeitam de uma medida imposta pela FIA para retirar potência aos motores Honda, mais concretamente na gestão de energia da unidade motriz. Já do lado da Red Bull, as suspeitas levantadas ao motor Mercedes, estão relacionadas com o arrefecimento do coletor de admissão em determinadas alturas da corrida e da qualificação. O arrefecimento só é permitido pelo regulamento com gelo seco, por exemplo. Contudo, a teoria que corre do lado da equipa de Christian Horner, é de que os adversários podem estar a obter “ar mais frio no coletor por um curto período de tempo injetando mais combustível”.
Uma coisa é certa, em Spa as unidades motrizes terão um papel decisivo no desenrolar do fim de semana e ambas as partes estarão muito atentas ao que se faz do outro lado.












