F1: FIA considera circuito de Spa seguro
Spa-Francorchamps é um dos mais belos e entusiasmantes circuitos por onde a F1 passa. No fim de semana passado, um horrível acidente nos momentos iniciais das 24 horas de Spa, levantou algumas questões acerca da segurança, principalmente numa das zonas mais desafiantes do traçado, o complexo de curvas Eau Rouge – Raidillon.
Um dos pilotos que levantou a questão sobre a segurança atual nesta zona do circuito foi Kevin Estre, um dos envolvidos no acidente das 24h. “Todos nós conhecemos o risco de, ao nos sentarmos no carro a 240km/h e subirmos a colina. A única coisa que nos poderia ter ajudado era a gravilha do lado esquerdo. Se substituirmos o asfalto por gravilha, cada piloto será 2-3 km/h mais lento. Neste momento, todos nós conduzimos no limite ou mesmo por cima dele, sabendo que se tiver um problema, basta ultrapassar os limites de pista. Nos tempos modernos, não temos medo de bater, temos medo de ser penalizados por causa dos limites de pista!”
As palavras de Estre vêm de acordo com aquilo que Jackie Stewart disse sobre os atuais pilotos de F1 estarem a arriscar em demasia: “os pilotos estão hoje a tomar mais liberdades do que antes, porque as penalizações não são tão grandes… agora é tão seguro que penso que os pilotos estão a correr demasiados riscos. As primeiras voltas em Silverstone foram um bom exemplo disso, porque penso que ambos os pilotos estavam a exceder-se, particularmente quando é apenas o início da corrida. Temos de voltar a pensar neste problema e, infelizmente, às vezes é preciso um grande acontecimento ou mesmo [perder] uma vida para que se perceba o problema”.
Colocamos este tema da segurança em Spa em destaque e gostaríamos de saber a vossa opinião sobre o assunto, votando na nossa sondagem (aqui) .
Michael Masi, citado pelo Motorsport.com, explicou que a FIA considera o circuito seguro e que foram realizadas algumas alterações para o dotar de mais segurança, não fazendo referência direta aos 80 milhões EUR anunciados pelos belgas para construir novas e aumentar as já existentes caixas de gravilha.
“Tem havido alguns trabalhos realizados em Spa em várias áreas, mas o circuito de Spa possui grau 1. Há algumas alterações e melhorias que têm sido feitas ano após ano, mas penso que, da perspectiva da FIA, é seguro. Nenhum de nós gosta de ver grandes incidentes, e estou contente pelos pilotos estarem relativamente bem. Vi hoje algumas reportagens dos meios de comunicação social e eles estão bem e saudáveis, o que é importante. Têm uma recuperação à sua frente, mas estão bem”.
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4 Agosto, 2021 at 18:18
Pelos vistos o Masi já se esqueceu de 2019, pelo que, nem todos tiveram a sorte de “ficar relativamente bem”. Há quem lá ande e não ache que seja tão seguro assim, citando o C. Ilot: “There needs to be a change at this corner and I’m very surprised nothing has changed yet. Enough is enough ”
anotheruser
4 Agosto, 2021 at 18:38
A memória é curta…
Já se esqueceram do Antoine Hubert.
Está história começa a ter os mesmos episódios, por ordem diferente, que saga da velha curva Tamburello em Imola após os acidentes de Piquet e Berger. Todavia neste caso já tiveram o incidente mortal, mas que não surtiu efeito.
malhaxuxas
4 Agosto, 2021 at 18:45
Imola sem Tamburello é uma pista sem qq interesse.
Idem idem se fizerem o mesmo em Spa. Logo no melhor circuito do campeonato.
Melhorem as escapatórias, deitem árvores abaixo se preciso for mas nem pensem tocar na pista, sff.
anotheruser
4 Agosto, 2021 at 19:01
Concordo que não se deve tocar no asfalto de Spa (pf. veja comentário na sondagem sobre o assunto). Não se pode é meter a cabeça na areia, como parece ser a posição da FIA.
O problema é que muita gente pediu a alteração da escapatória de Tamburello, sobretudo após acidente do Berger, mas não o fizeram até ter mesmo de ser.
Tamburello, depois da escapatória curta tem algumas árvores e depois tem um rio.
Eau-rouge do lado esquerdo tem uma estrada, uma faixa de floresta densa e depois uma estrada nacional.
Sr. Dr. HHister
4 Agosto, 2021 at 20:10
Só precisavam de meter pneus em Tamburello!
Só precisam alargar a escapatória em Spa.
malhaxuxas
4 Agosto, 2021 at 18:47
Ainda bem sr. Masi. Estamos contigo.
Sr. Dr. HHister
4 Agosto, 2021 at 20:07
A maior parte gosta de ver grandes acidentes. Não gostamos é de ver gente a morrer. Alarguem a porcaria da escapatória porque aquilo é um perigo do caraças! Hubert que o diga!
Esta FIA é mesmo estúpida! Como é possível nunca se terem lembrado de colocar pneus na Tamburello?! Cambada de idiotas.
Da maneira que aquela escapatória atira carros para a pista, é só uma questão de tempo para acontecer nova tragédia.
Scb
5 Agosto, 2021 at 11:39
Leio aqui respostas que me deixam pasmado! Então para alguns a segurança é risco=0, acidentes 0. Coitados, não devem sair de casa porque já morreram milhares no automóvel que conduzem (seja lá qual for) o que significa que não é seguro, já morreram nas estradas que passam, o que significa que não são seguras. Até morrem nos passeios em ruas citadinas e afins. E mesmo em casa, não se está seguro. Pode sempre cair alguma coisa na cabeça.
Risco 0 não existe. Tomam-se medidas para minimizar o risco sabendo que não será possível eliminar. Depois hás níveis de risco aceitáveis (como as actuais pistas de F1) e há níveis de risco inaceitáveis (como correr com F1 no Nordschleife). Infelizmente haverá sempre acidentes. Há que melhorar sabendo que não serão eliminados na totalidade.
anotheruser
5 Agosto, 2021 at 15:45
O problema é quando o relâmpago cai vezes demais no mesmo sítio: deixa de ser mera sorte, azar, risco.
Passa a ser não uma questão sobre SE vai voltar a acontecer, mas apenas QUANDO vai acontecer outra vez.
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5 Agosto, 2021 at 16:39
Não li em nenhum comentário risco/acidentes=0, li sim sobre fazer-se algo para se reduzir os acidentes e as suas consequências! Pasmado fico eu com os seus argumentos, estamos em 2021…
anotheruser
5 Agosto, 2021 at 20:09
Refiro-me à frequência de acidentes GRAVES naquele local. É uma questão de tempo. Não é SE vai acontecer, mas QUANDO vai acontecer. Alguma coisa de substância tem de ser feita.
É ilógico da sua parte, diria até mera retórica, comparar risco de actividades quotidianas (necessárias e imprescindíveis) com risco de atividades de desporto motorizado desta índole que são apenas e só mero entretenimento. Eu não preciso que alguém embarque nisso para eu me sentir entretido e muito menos um qq jovem piloto.
A sua vulgarização do quotidiano da morte não é argumento. Talvez seja um problema de se ser demasiado novo, talvez se confunda isso com uma falsa noção de invencibilidade, porque a morte é, em teoria, uma coisa de velhos e por isso distante no tempo.