O GP do Mónaco está em sério risco de não conseguir manter-se no calendário da Fórmula 1. Sem contrato para além de 2022, a Liberty Media quer que a organização monegasca permita algumas mudanças no evento, como por exemplo na transmissão televisiva.
O fim de semana de Fórmula 1 no Mónaco, diferente de qualquer outro na temporada, começava na quinta-feira e terminava no domingo, mas este ano já passou a alinhar-se com aquilo que é o programa normal em todos os circuitos – 2 treinos livres à sexta-feira, último treino e qualificação no sábado e corrida no domingo – quebrando uma tradição única no calendário. Os detentores dos direitos comerciais querem mais flexibilidade da organização do GP do Mónaco, tendo em “fila de espera” vários locais desejosos a receber a F1 e a pagar bastante para isso acontecer.
A questão da taxa paga pelo Mónaco é outra questão em discussão. Os monegascos pagam pouco, na ótica da Liberty Media, e lucram com a publicidade em redor do traçado, com os barcos na marina, com o público nas bancadas e com a sua própria transmissão televisiva, que tem sido criticada nos últimos tempos.
A data de realização do GP do Mónaco será outro ponto na discussão da renovação do contrato. A Fórmula 1 quer organizar o calendário por zonas geográficas e em maio existem duas provas que dificilmente mudam de data, separados os circuitos pelo Atlântico: Mónaco e Miami. O traçado norte-americano tem que organizar a F1 com outros eventos no estádio da liga de futebol americano, o que pode colocar a questão do Mónaco passar para outra data que não seja no final do mês.
A Fórmula 1 quer aumentar o número de corridas por ano e tem interessados para isso, mas tem de “largar” algumas das corridas que se realizam no presente. Seria uma perda considerável para a disciplina que fosse o Mónaco.










