22 anos depois da sua estreia, na sua corrida n.º 357, Fernando Alonso festejou o terceiro lugar, o seu 99º pódio, algo que não acontecia desde 2021 (GP do Catar). Alonso pode ter 41 anos, mas tem a ambição de um jovem de vinte, a sede de vitória de um estreante na F1 e uma vontade férrea de conseguir o melhor resultado possível. A corrida não começou bem e uma travagem falhada do seu colega de equipa podia ter acabado com a sua prova, mas Alonso foi lutando, analisando a corrida como um engenheiro, sabendo com quem lutar e como lutar. No final, a sorte sorriu-lhe, com a desistência de Charles Leclerc, que lhe abriu as portas do pódio, que conquistou com duas excelentes lutas (Carlos Sainz e Lewis Hamilton). A satisfação de Alonso no final da corrida era óbvia:
“Antes de mais, parabéns ao Lance [Stroll], o meu colega de equipa, teve uma cirurgia há 12 dias e andou na luta com todos. É um resultado fantástico para a equipa, foi um grande fim de semana e terminar no pódio na primeira corrida do ano é fantástico. A Aston Martin fez um grande trabalho no inverno e conseguiu produzir o segundo melhor carro na primeira corrida. É surreal. Gostaria de ter começado à frente de Lewis Hamilton e Carlos Sainz e depois usar o ritmo que tínhamos. Mas não conseguimos um bom arranque e tivemos de os passar durante a corrida, o que foi mais emocionante. Os fãs preferem e nós também gostamos. Espero que o tempo que temos a mais no túnel de vento nos ajude, mas não deveremos ter muito tempo no ano que vêm [uma forma de dizer que a equipa vai terminar nos primeiros lugares da tabela]. “









