Para a desilusão no GP de Abu Dhabi, tínhamos três candidatos: Valtteri Bottas, Lance Stroll e Kevin Magnussen. Excluímos Sergio Pérez por ter ficado fora de prova demasiado cedo. Kevin Magnussen era uma hipótese, pois não conseguiu ajudar a Haas na luta pelo sexto lugar dos construtores, e Lance Stroll voltou a passar tão despercebido que se tornou difícil avaliar o que quer que fosse. Assim a escolha recaiu sobre Bottas.
O finlandês fizera uma qualificação brilhante, com o pior carro da grelha. Uma passagem à Q3 que abria boas perspetivas: Bottas poderia tentar marcar pontos e não terminar a época a “zeros”. Cometeu um erro na primeira volta que comprometeu a corrida de Sergio Pérez e voltou a cometer o mesmo erro, na mesma curva com Kevin Magnussen na volta 30. Uma corrida que espelha um pouco a sua passagem pela Sauber. Bottas sempre foi subestimado e agora a sua postura mais despreocupada faz dele um personagem por vezes intrigante. Mas o seu talento é maior do que os zero pontos de 2024. Entrou na equipa errada, no momento errado. Em Abu Dhabi, acabou por terminar a sua passagem na Sauber e como piloto de F1 a tempo inteiro, da pior forma.
Foto: Phillipe Nanchino /MPSA











