O GP da Hungria é a última prova antes da pausa de verão e a exigência do traçado coloca à prova a aerodinâmica dos carros. Sem grandes retas e curvas rápidas, o sinuoso circuito húngaro é o mais parecido ao Mónaco no que se refere ao nível de apoio aerodinâmico necessário.
Federica Cimarosti, especialista da Ferrari, explica que o traçado apertado e sinuoso do Hungaroring exige uma configuração de downforce alta ou máxima para o SF-25. A abundância de curvas lentas e de velocidade média e retas curtas na pista permite que as equipas se foquem quase exclusivamente no desempenho nas curvas em detrimento da velocidade em linha reta, utilizando asas traseiras maiores e ângulos de asa dianteira mais acentuados.
Embora o aumento de apoio aerodinâmico melhore a aderência e, por conseguinte, proteja melhor os pneus, também pode levar a uma maior degradação dos pneus, tornando essencial a aderência mecânica e a gestão dos pneus.
Nas condições tipicamente quentes de Budapeste, o arrefecimento é uma grande preocupação. O SF-25 possui componentes de arrefecimento modulares — incluindo entradas ajustáveis e aberturas na cobertura do motor — para manter as temperaturas da unidade motriz e dos travões dentro de limites seguros, minimizando o arrasto aerodinâmico. Felizmente, o custo aerodinâmico do arrefecimento é menos penalizante neste circuito devido à sua natureza de baixa velocidade e à falta de retas longas.











