F1, GP da Arábia Saudita: Cinco pilotos quiseram boicotar a prova
O dia de sexta feira foi agitado em Jidá e os bombardeamentos a uma instalação da Aramco a poucos quilómetros do circuito onde a F1 compete este fim de semana provocou preocupação e mal estar entre os pilotos, de tal forma que depois dos treinos, os pilotos reuniram-se para discutir a situação.
Segundo a La Gazzetta dello Sport, cinco pilotos mostraram vontade de boicotar a corrida. Lewis Hamilton, George Russell, Fernando Alonso, Pierre Gasly e Lance Stroll terão, segundo a publicação italiana, mostrado vontade de não correr. Seguiu-se uma longa discussão que envolveu Stefano Domenicali, Ross Brawn e os chefes de equipa, numa reunião que ultrapassou as quatro horas de duração. Às 2:30 locais, a reunião terminou, com um documento assinado, assegurando a continuidade do evento.
Os pilotos mantiveram-se em silêncio durante o dia de ontem e apenas no final da qualificação falaram do que se passou. Valtteri Bottas confirmou que o boicote esteve em cima da mesa:
“Estávamos todos preocupados se era seguro para todos nós estarmos aqui e tivemos explicações decentes sobre as coisas”, disse Bottas. “Também passámos por todas as opções como, por exemplo, se não corrermos e o que isso poderia significar, pois a equipa ainda teria de ficar aqui uns dias a arrumar tudo e não seria fácil arranjar novos voos para chegar a casa. Já que estamos aqui a melhor opção foi correr. Eles aumentaram a segurança e todas as defesas, por isso penso que todos concordaram que mais vale fazer a corrida e esperar pelo melhor”.
Bottas disse “Prefiro não responder a essa pergunta” quando lhe perguntaram se queria correr este fim-de-semana e continuar a correr na Arábia Saudita no futuro.
Sergio Pérez referiu que os pilotos estavam preocupados com a sua segurança e com a segurança das suas equipas:
“Estávamos preocupados com a nossa segurança, mas também com a segurança dos nossos mecânicos, engenheiros, toda a gente aqui dentro. No fim de contas, este é o nosso desporto e estamos todos juntos nele. Sentimos que a coisa certa era ir em frente e correr. Não há muitos pormenores a dizer”.
George Russell, diretor da GPDA (Associação de Pilotos) que assumiu a liderança, uma vez que Sebastian Vettel está ausente por ter testado positivo para a Covid-19 admitiu que correr foi a melhor coisa a fazer:
“Foi bom, estarmos todos unidos – primeiro entre todos os pilotos e depois juntamente com a Fórmula 1”, disse Russell. “Em última análise, confiamos no Stefano, na Fórmula 1 como um todo, e não estaríamos aqui se não fosse o correto. Penso que é a decisão certa. Não tenho todas as respostas, não sou um especialista em política ou defesa militar. Por isso, é preciso confiar nas pessoas à minha volta. Os organizadores não estariam aqui se não fosse seguro, a família real não estaria aqui se não fosse seguro. Isso dá-nos confiança, pois eles estão aqui. Eu confio na Fórmula 1 e no Stefano”.
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