A corrida de Baku não foi das mais entusiasmantes, num palco que até costuma dar corridas surpreendentes. Os deuses das corridas não nos presentearam com uma prova mais animada, numa tendência que se começa a revelar algo preocupante.
A F1 fez questão de dizer várias vezes que a mudança de filosofia para os carros atuais estava focada na capacidade dos carros poderem lutar mais perto e darem lutas melhores. Em 2022 isso aconteceu, mas em 2023 parece que retrocedemos e que as lutas não são tão entusiasmantes. É verdade que a Red Bull tem dominado, mérito do seu excelente trabalho. Mas se esquecermos a corrida dos dois Bull´s, não vimos grande animação no resto do pelotão, cujas diferenças de andamento são menores do que no ano passado. Os carros criam agora mais apoio aerodinâmico e isso vem sempre com o preço de mais ar sujo para quem vem atrás. Há pilotos que dizem que se voltou aos tempos de 2021, em que é preciso dar espaço ao carro da frente. George Russell queixou-se que os pilotos não foram ouvidos e que a decisão de encurtar as zonas DRS, além de não trazer beneficio nenhum, foi mais uma vez tomada sem consultarem os pilotos.
Se esta tendência se mantiver, não será surpreendente que a FIA tome medida e altere os regulamentos técnicos de alguma forma, quer para “travar” a Red Bull, quer para melhorar o espetáculo.











