A Brembo pretende que a tecnologia aplicada nos travões da F1 seja mais relevante e que possa ter uso directo nos carros de estrada.
O automobilismo, além de ser uma ferramenta de marketing poderosa é também um laboratório de tecnologia onde as marcas evoluem os seus produtos. Muitas das evoluções de que usufruímos nos nossos carros vêm da competição automóvel. A Brembo gostaria também de ver o mesmo conceito nos travões de F1.
Os monolugares do Grande Circo usam actualmente discos de carbono, essencialmente devido ao peso reduzido e à sua capacidade de trabalhar a altas temperaturas. Mas essa tecnologia nunca foi aplicada nos carros de estrada pois os discos de carbono precisam de estar a uma certa temperatura para funcionarem de forma óptima e não gostam do frio nem da chuva.
Assim a Brembo, que é uma das candidatas ao concurso aberto para o fornecimento de discos de travões e sistemas de travagem para a F1, defende que se deveriam usar outro tipo de compostos, como por exemplo os discos de Carbono/Cerâmica.
Este composto além de permitir uma maior durabilidade, diminui a quantidade de carbono libertada e aumenta o tempo de vida do disco. O único problema é o seu peso, comparativamente ao discos de carbono, mas é algo que poderá ser desenvolvido pela marca.
“O futuro dos sistemas de travagem não precisa ser com discos de carbono-carbono “, disse Mario Almondo, CEO do grupo de desempenho da Brembo, à autosport.com. “A Brembo vê o uso de material que seja mais aplicável aos carros de todos os dias – até mesmo os de alto desempenho.”
“Por exemplo dos travões de carbono-cerâmica, que foram utilizados no McLaren Senna após uma boa parceria.
“Se na F1 queremos chegar a soluções mais próximas dos nossos produtos normais, poderíamos ir nessa direcção.”
“Também acrescentarei que os travões cerâmica – carbono não emitem tantas partículas de carbono, por isso seriam mais ecológicos. Sim, é um material que pesa mais, mas pode ter o mesmo desempenho – mesmo na F1. O peso pode ser um problema que enfrentamos, mas é algo sobre o qual poderemos falar.”










