Ao mesmo tempo que os construtores de Fórmula 1 desenvolvem e dão prioridade à próxima temporada e a 2025, a entrada de um novo ciclo regulamentar está cada vez mais próximo e, principalmente, em relação à nova geração de unidades motrizes, tem obrigado as fabricantes a afetar meios para o seu desenvolvimento, sendo este visto como de extrema importância.
De acordo com Enrico Gualtieri, o responsável do departamento de motores da Ferrari, este projeto representa um desafio complexo tanto para os fabricantes novos como para aqueles que já competem na Fórmula 1.
“2024 será definitivamente um ano atarefado para o departamento”, disse Gualteri, citado pelo Motorsport.com. “O programa de 2026 está a começar a estar cada vez mais presente no nosso percurso de desenvolvimento. Portanto, é verdade que estamos a entrar nesta fase em que estamos a desenvolver as partes fundamentais da nova unidade motriz, mas em termos de percentagem é um pouco fácil, porque sabemos que temos [de cumprir] horas de dinamômetro para o período atual e que reduzem de época para época”.
Apesar da próxima temporada apresentar o mais longo calendário da história da competição mundial, o facto dos motores estarem congelados de momento, podendo-se apenas trabalhar em pormenores que afetem a fiabilidade da unidade e em certos pontos do software, leva a que os fabricantes se concentrem aos poucos nas novas unidades motrizes.
“Esta época vamos ter uma nova redução no número de horas de teste que podemos utilizar na atual unidade motriz. Portanto, estamos de alguma forma, por definição, a reduzir o compromisso com o motor atual, tudo o resto tem obviamente de ser gerido através do novo projeto. Também é verdade que, apesar deste desafio, também estamos focados na época de 2024, porque parece ser a época mais longa de sempre e sabemos que será exigente para os componentes e para a própria unidade”, acrescentou o responsável pela área dos motores da Ferrari.
A partir da época de 2026 entram em vigor os novos regulamentos e que resultará em unidades motrizes que usam 100% de combustível sustentável e sistemas elétricos melhorados, concebidos para alcançar um melhor desempenho. A repartição da potência entre a parte elétrica e a parte térmica sofrerá alterações, enquanto o MGU-H foi eliminado da unidade e os fornecedores têm de trabalhar com um limite orçamental, idêntico ao que rege os construtores de chassi.
Philippe NANCHINO / MPSA









