A F1 já anunciou o seu calendário para 2021 e nas 23 datas agendadas não consta o nome de Portugal… para já.
O mundo vive tempos de incerteza e e fazer planos a médio/longo prazo pode revelar-se um exercício supérfluo, dada a volatilidade da situação que vivemos devido à pandemia. A F1 quer cumprir os contratos assinados (e assim receber o devido dinheiro), mas sabe que poderá ter de rever os seus planos a meio do caminho.
“Estamos bastante otimistas”, disse Chase Carey, atual CEO da F1. “Todos os nossos promotores pretendem realizar as suas corridas – aos poucos estamos a voltar ao normal, embora haja alguma flexibilidade no calendário. Vamos ter espectadores, mas não há como negar que existe um certo grau de incerteza no mundo e não temos como prever como a pandemia se desenvolverá. No entanto, queremos mostrar ao mundo que estamos a avançar”.
Uma data no calendário de 2021 recém-publicado não tem uma localização definida , depois da prova no Vietname ter sido riscada.
“Estamos em negociações com vários circuitos e esperamos que esta vaga seja preenchida em breve”, disse Carey.
É esta flexibilidade e esta vaga que nos podem dar alento. O GP de Portugal foi um sucesso, a F1 adorou a pista, os pilotos foram desafiados e os fãs elogiaram o carrocel de Portimão. Assim, o primeiro passo foi dado com sucesso, o AIA apresentou-se ao mundo e as primeiras impressões foram muito boas. Não é descabido pensar que Portugal pode ser das primeiras opções para colmatar uma prova que saia de forma inesperada do calendário. Sabemos que não há a capacidade financeira para acenar com milhões à F1, mas este ano ficou claro que a qualidade das corridas depende da qualidade das pistas e se a F1 quiser atrair mais fãs, terá de apostar mais em pistas como o AIA. É uma probabilidade remota? Sim. Mas não é de todo impossível.











