Flavio Briatore definiu as expectativas da Alpine para Franco Colapinto antes da primeira temporada completa do argentino na Fórmula 1, em 2026. Depois de um segundo ano a tempo parcial com enormes dificuldades, em que foi claramente superado por Pierre Gasly, a equipa francesa decidiu manter a aposta no jovem piloto, esperando agora um salto de maturidade e de rendimento, sobretudo em qualificação.
Colapinto entrou na Alpine a partir do Grande Prémio da Emília-Romanha, substituindo Jack Doohan, mas terminou a temporada sem qualquer ponto e enfrentou dificuldades consistentes aos sábados, arrancando frequentemente do fundo da grelha. O confronto interno em qualificação foi claramente desfavorável ao argentino, com uma diferença de 17–5.
Face às críticas e à pressão crescente, a Alpine optou por renovar a confiança no piloto para 2026. Briatore salientou que o período de inverno foi utilizado para trabalhar intensamente com Colapinto, sobretudo no simulador, com o objetivo de melhorar o desempenho em voltas lançadas e tornar a sua abordagem mais racional e menos emocional.
O dirigente italiano acredita que o piloto chega à nova época mais maduro e preparado para corresponder às exigências da categoria, sublinhando que já não pode ser encarado como um estreante em fase de aprendizagem.
“O ano passado foi o primeiro do Franco na Fórmula 1. Houve muitas expectativas e nem tudo foi bem gerido. Este ano, se olharem para o rosto do Franco, ele está muito mais maduro. Já não é como a criança do ano passado. Passámos muito tempo com ele neste Inverno. O principal problema do Franco era a qualificação, porque em corrida era rápido, como o Pierre. Ele precisava de conduzir o carro e qualificar com o talento que tem, e não de forma emocional. Está a crescer. Ele é muito bom na fábrica. Passámos muito tempo no simulador. Fizemos tudo o que era possível fazer.”
Do lado de Colapinto, a mensagem é igualmente clara: a equipa tem agora de apresentar resultados, num contexto em que entram em vigor novos regulamentos técnicos e uma nova unidade de potência.
O argentino assume que 2026 marca o momento de transformar o trabalho desenvolvido nos últimos meses em resultados concretos em pista, esperando que o novo monolugar seja competitivo e permita à Alpine atingir os objectivos traçados.
“Como equipa, já não há desculpas. A unidade motriz mudou e os regulamentos também mudaram. Agora temos de trabalhar e apresentar resultados. O ano passado estávamos focados em 2026 e agora 2026 chegou. É tempo de ir buscar os resultados que a equipa merece. Todos têm trabalhado muito. Esperemos que seja um carro rápido. Parece bom e, com sorte, conseguiremos os resultados que esperamos.”
Foto: MPSA










