Foi preciso esperar seis anos, mas finalmente os motores híbridos da F1 começam a ser promovidos como sempre o mereceram. A Fórmula 1 irá promover as suas unidades motrizes com a designação de “motor mais eficiente do mundo”, utilizando a nova marca no Grande Prémio de São Paulo deste fim-de-semana.
As unidades motrizes híbridas foram sempre muito criticadas pelo seu custo, complexidade e som abafado que nunca apaixonou os fãs como os estridentes V10. Mas houve algo que estes motores trouxeram e que foi sempre esquecido, de forma pouco inteligente diga-se. As unidades motrizes da F1 são de facto os motores mais eficientes do planeta, tendo chegado aos 50% de eficiência, o que era um número impossível de atingir pouco antes da F1 se ter debruçado sobre o assunto.
O ritmo de evolução e a capacidade da F1 em encontrar soluções merece destaque e a unidade motriz criada é o exemplo perfeito dessa capacidade. Componentes como o MGU-H, aliado ao MGU-K, e com os motores de combustão interna aprimorados, permitiram que se gastasse menos um terço de combustível, mas mesmo assim aumentar (e muito) a potência debitada, comparando aos V8 que antecederam os V6 Híbridos. Tudo isto foi esquecido por que o som não era o melhor e porque os custos eram demasiado altos. As atuais unidades motrizes mostram o melhor da F1, mas foram sempre tratados como parte do problema e nunca uma solução de futuro. Finalmente, a F1 decidiu pegar no rótulo há muito merecido e publicitá-lo. Os motores mais eficientes do mundo serão agora tratados de forma mais digna e finalmente poderemos deixar de lado a nuvem negativa que sempre pairou sobre estes motores e talvez consigamos finalmente ver que são nada menos do que uma maravilha da engenharia.










