A FIA pretende passar a não avisar as equipas com antecedência para visitar e inspecionar as suas fábricas, garantindo desta forma o cumprimento dos regulamentos por parte das dez estruturas da atual grelha da Fórmula 1.
As regras especificam uma série de restrições ao trabalho em fábrica, quer sejam testes em túnel de vento ou simulações em CFD, troca de informações entre as equipas clientes e fornecedoras ou como no caso da Red Bull e AlphaTauri. Importante é também definir se há o cumprimento do limite orçamental, não apenas nas contas finais de cada temporada, mas por exemplo com a utilização de pessoal externo. A FIA tem mecanismos para fazer o seu trabalho à distância, mas a visita às fábricas é um elemento importante da responsabilidade da entidade federativa.
Por isso, e depois de contratar mais funcionários para este efeito, a FIA quer estar mais presente no terreno, inspecionando as infraestruturas das equipas sem as avisar, como faz até agora.
“Basicamente, queremos agir sem aviso prévio”, diz o diretor para os monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, citado pela publicação alemã Motorsport-Total.com. Não significa que “vamos simplesmente deitar a porta abaixo e entrar”, refere o responsável da federação internacional, mas “seria correto ter um procedimento em que podemos telefonar e alguém vem buscar os elementos e podem dizer: ‘Quero ver o túnel de vento’ ou o que quer que seja”. O diretor da FIA garante que a entidade que “chegar a um ponto em que seja realmente imediato” ao invés dos funcionários da federação não terem de “esperar mais uma hora” à entrada das fábricas.
Foi necessário aumentar o número de elementos da FIA para ser possível realizar estas inspeções de rotina com maior frequência, até porque a entidade queria “expandir esta área, mas estávamos com falta de pessoal. Recentemente, atingimos o número pretendido, por isso agora podemos visitar as equipas de duas em duas ou de três em três semanas, aproxidamamente”, concluiu.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA














