F1: Fernando Alonso terminou mais cedo com dores provocadas pelo assento
Fernando Alonso abandonou o Grande Prémio do Canadá ao fim de 23 voltas devido a um problema com o assento do seu Aston Martin, num fim de semana que o bicampeão mundial classificou como uma prova de resistência tanto física como competitiva no Circuito Gilles Villeneuve. O problema não era novo: o piloto espanhol já tinha sentido o mesmo desconforto durante o sprint de sábado, tendo a equipa tentado modificações durante a noite que não surtiram efeito.
Antes do abandono, Alonso protagonizou uma fase inicial agressiva com pneus macios que o levou brevemente ao top 10, aproveitando as condições mais difíceis. Contudo, a estabilização das condições devolveu o Aston Martin à sua posição habitual no fim do pelotão.
“Tínhamos este problema com o assento, onde me sinto cada vez mais desconfortável com as voltas” disse Alonso. “A posição não parece a correta, e estávamos obviamente fora dos pontos, bastante longe dos pontos, e sem ameaça de chuva. Por isso decidimos parar a dor. Tentámos modificar algumas coisas ontem à noite, não funcionou, por isso tentaremos fazer um novo para o Mónaco.”
“É o mesmo que tem sido sempre. Fazemos boas partidas, às vezes estamos completamente fora de posição, e depois caímos lentamente, perdemos uma posição em cada volta, e chegamos à nossa posição natural na parte de trás. Mas esta é a situação, e será assim até depois do verão.”
“Há progresso sempre. De Miami para aqui, melhorámos muito a caixa de velocidades, a sincronização das mudanças, as reduções. Como isso se traduz em tempo de volta é difícil de quantificar, mas definitivamente fomos mais rápidos aqui do que em Miami com exatamente o mesmo carro, apenas porque afinamos as coisas. O problema fundamental e os três segundos de ritmo terão de vir da potência do motor e do pacote aerodinâmico, e isso só chegará na segunda parte do ano.”
O chefe de operações em pista Mike Krack reconheceu que a equipa poderá ter levado demasiado longe o posicionamento do piloto no cockpit em busca de desempenho aerodinâmico, prometendo rever a abordagem para o Mónaco.
“Ele tem estado desconfortável há algum tempo” explicou Mike Krack. “Nunca ao ponto de ser realmente um impedimento total, mas é como um ponto de pressão, sente-se que fica cada vez pior, e acho que precisamos de reconsiderar um pouco o posicionamento. Tentamos estar tão baixos quanto possível, e quando se olha para como os pilotos costumavam sentar nos últimos anos, vai cada vez mais para posições de deitado. Precisamos de verificar, talvez tenhamos dado um passo demasiado longe, mas é algo que precisamos de verificar.”
Foto: MPSA
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Pity
26 Maio, 2026 at 21:59
não é o assento, é o PDI 🙂
[email protected]
27 Maio, 2026 at 9:28
… tiraste-me as palavras da boca!