Sami Pajari (Toyota) consolidou a sua liderança no Delfi Rally Estonia ao vencer a segunda passagem pela classificativa de Karaski, dilatando a sua vantagem sobre Oliver Solberg (Toyota) para 11,1 segundos. O finlandês, embora tenha cometido um pequeno erro numa curva, registou um impressionante tempo de 5:48.9, mostrando um andamento bem superior ao dos seus adversários diretos, ao ponto de, até aqui, ter vencido todas as classificativas realizadas. Num rali rapidíssimo e com margens muito curtas nos troços, o finlandês já ultrapassou a barreira da dezena de segundos, 11.1s, e tudo em puro andamento.
Elfyn Evans (Toyota) abriu o troço com um registo de 5:53.2, sentindo uma melhoria no comportamento do carro face à manhã, embora mantendo a cautela na avaliação do ritmo. Ganhou uma posição a Esapekka Lappi (Hyundai), mas já está a 39.2s da frente ainda que tenha, pelo menos, o sexto lugar à ‘vista’.
Takamoto Katsuta (Toyota), logo a seguir, superou o galês por 0,6 segundos, terminando em 5:52.6, marca que Sébastien Ogier igualou exatamente, queixando-se o campeão francês de um erro na escolha da trajetória logo no início da especial. É sexto, está a 11.1s de Ogier, mas com Evans a 3.4s.
A luta pelas posições cimeiras intensificou-se com a entrada em cena de Oliver Solberg (Toyota) , que terminou em 5:51.0. O piloto, frustrado pela falta de confiança no comportamento do seu carro, não conseguiu capitalizar sobre o ligeiro erro de Pajari (Toyota) , vendo o finlandês alargar a distância no comando da prova.
Thierry Neuville (Hyundai), com 5:51.3, continuou a debater-se com a falta de aderência e subviragem no seu Hyundai, mantendo contudo a quarta posição da geral, enquanto Adrien Fourmaux, com 5:51.2, manteve a pressão sobre Solberg, reduzindo a diferença entre ambos para apenas 0,6 segundos na luta pela segunda posição absoluta.
Nas posições seguintes, Esapekka Lappi registou 5:53.7, um tempo que o fez perder a sétima posição da geral para Elfyn Evans. O piloto da Hyundai manifestou o seu desânimo perante a falta de velocidade, apesar de sentir que estava a pilotar no limite. Josh McErlean (Ford) assinou 5:52.6, igualando os tempos de Ogier e Katsuta, num raro exemplo de equilíbrio no pelotão, enquanto Jon Armstrong terminou em 5:53.2, queixando-se da imprevisibilidade dos pneus macios e da dificuldade em encontrar ritmo nas zonas de valas.
Por fim, Mārtiṇš Sesks (Ford) destacou-se como o mais rápido dos Ford Puma Rally1, terminando em 5:52.2, a apenas 3,3 segundos de Pajari. O letão lamentou apenas o erro cometido no shakedown, que lhe custou uma penalização de 20 segundos, acreditando que, sem esse incidente, estaria em condições de discutir o quarto lugar da classificação geral. O pelotão segue agora focado nas próximas especiais, procurando acertar o compromisso entre ritmo e preservação dos pneus num terreno abrasivo.











