Contas feitas ao que era esperado e ao que acabou por acontecer, a Aston Martin teve um ano 2023 em linha com as expetativas internas. A equipa apontou para o quinto lugar na tabela de construtores e foi o que acabou por conquistar. O arranque do ano foi soberbo, seguindo-se algumas dores de crescimentos e uma reta final com boa nota. Mas, segundo Alonso, o mais difícil vem agora.
As equipas de F1, tendencialmente, consegues tornar relativamente competitivas num intervalo de tempo razoável. É nessa altura que se vêm os grandes saltos na performance. A grande dificuldade é encontrar as últimas décimas de segundo para chegar ao topo. Foi sobre essa dificuldade que Alonso falou, reconhecendo que o período que se segue para a Aston Martin é o mais complicado:
“O ponto de partida é um pouco melhor do que eu pensava”, disse Alonso. “Mas agora começa a verdadeira dificuldade. Penso que o primeiro passo – não vou dizer que é fácil ser competitivo – é estar por vezes até entre os cinco primeiros ou algo do género. Vemos a AlphaTauri, o quanto eles melhoraram durante esta época. Por isso, digamos que esse primeiro passo, para nos tornarmos um candidato ao top 10, é a parte mais fácil. Agora vem o período complicado para a Aston Martin. Penso que os próximos dois ou três anos – para encontrar aquele extra, para criar algo que ninguém tem nesse momento, para ser criativo, para ser inovador, é talvez o maior ponto de interrogação que temos de enfrentar, e penso que ninguém tem a resposta.”











