Os responsáveis pelas equipas de Fórmula 1 votaram contra a introdução do Halo em 2017, numa resolução tomada na reunião do Grupo Estratégico, que teve lugar ontem em Genebra.
Depois de meses de testes a FIA entende que estavam reunidas as condições para a introdução do sistema já no próximo ano, mas as seis equipas, Jean Todt e Bernie Ecclestone acabaram por resolver esperar mais tempo de modo a melhorar o sistema. Não restam dúvidas a ninguém que as duas opções são mais seguras para os pilotos, tanto o Halo como o Aeroscreen que a Red Bull prefere, mas é a estética que está a fazer hesitar quem tem que tomar decisões.
No seu comunicado, a FIA refere “Foi decidido que tendo em conta o tempo que falta até ao início da época de 2017 será prudente utilizá-lo na avaliação do potencial das diversas opções antes da decisão final. Isto inclui múltiplos testes em pista, que vão continuar a ser levados a cabo até ao final do ano.
Por outro lado, Lewis Hamilton surgiu com uma solução que ganha cada vez mais adeptos, pois entende que o Halo ajuda mas não é solução, pois teria evitado por exemplo a morte de Henry Surtees, que foi atingido por uma roda que se soltou doutro monolugar, mas já não evitaria o terrível acidente de Felipe Massa na Hungria 2009 ou a morte de Justin Wilson na IndyCar. Por isso Hamilton acha que os cockpits fechados são melhores, para além de inevitáveis, na F1.
Efetivamente, basta ver os imensos desenhos que vão aparecendo pela internet, para perceber que um Fórmula 1 é bonito mesmo com o cockpit fechado. O que já não acontece com o Halo ou Aeroscreen, mas a verdade é que estando a falar de segurança custa introduzir a questão estética. É, na verdade, uma decisão muito difícil, e todas as soluções têm vantagens e desvantagens.












