A FIA vai discutir com as equipas possíveis alterações ao regulamento de gestão de energia da Fórmula 1 após o Grande Prémio da China. A confirmação foi feita pelo diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, numa altura em que as novas regras introduzidas em 2026 têm sido alvo de fortes críticas por parte de pilotos e adeptos.
O debate surge depois das dificuldades evidenciadas no Grande Prémio da Austrália, primeira corrida da temporada, onde vários pilotos manifestaram preocupação com o impacto da gestão energética no comportamento dos novos monolugares.
Entre as opções em análise está o aumento da potência da função conhecida como superclipping, que permite aos carros recuperar energia mesmo com o acelerador a fundo. Esta alteração poderá facilitar o carregamento das baterias e reduzir as limitações impostas pela atual gestão energética.
Outra possibilidade passa por reduzir a potência elétrica máxima permitida, o que permitiria aos pilotos utilizar a energia das baterias durante mais tempo. A FIA também admite rever a potência do motor de combustão interna, como forma de reequilibrar o desempenho das unidades motrizes.
Segundo Tombazis, as equipas concordaram inicialmente em manter o regulamento inalterado nas primeiras corridas da temporada, aguardando mais dados antes de tomar qualquer decisão.
Nikolas Tombazis afirmou:
“As equipas concordaram unanimemente em manter o atual enquadramento nas primeiras corridas e voltar a analisar a situação quando tivermos mais dados. Temos várias propostas que preferimos não revelar antes da primeira corrida e que planeamos discutir com as equipas depois da prova na China.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











