Parecia o próximo passo na evolução da F1, mas as equipas mostram-se agora contra o fim das mantas de aquecimento no desporto. Depois da polémica no WEC e dos testes feitos com a Pirelli por algumas equipas, o que parecia um dado adquirido para 2024 parece agora mais longe de acontecer.
A F1, na sua caminhada para a neutralidade de carbono, delineou várias metas e uma delas era o fim das mantas de aquecimento. A Pirelli recebeu como missão desenvolver um pneu com uma janela de utilização incomparavelmente maior e os primeiros testes, apesar de decorrerem sem problemas, não convenceram os pilotos.
“Para ser totalmente honesto, acho que nós, como desporto, ainda não estamos em posição de trazer estes pneus para um cenário de corrida”, disse George Russell depois do teste com os pneus novos em Barcelona. “Estaria muito preocupado com todos os mecânicos nas boxes durante uma paragem nas boxes, estaria muito preocupado com a volta de saída de uma corrida em condições de frio. Haverá acidentes, não tenho dúvidas disso. E penso que há muito trabalho, despesas e desenvolvimento a ser feito com estes pneus. Sinto que isso poderia ser aplicado noutro lado.”
A Pirelli respondeu dizendo que os pilotos teriam de adaptar a sua pilotagem aos novos pneus. Mas as equipas parecem agora contra a introdução das novas borrachas e deverão votar contra a sua introdução em 2024.
“Diria que a ideia inicial de correr sem mantas de aquecimento não é exatamente um negócio fechado”, disse James Allison , citado pelo Motorsport.com. “Diria que há muitos desafios para que isso funcione”.
Já Christian Horner aponta para outra vida:
“Não creio que seja o que os pilotos querem. Mas o meu receio relativamente a estas coisas é que, quando se pensa que se vai conseguir algo de forma simplista que crie melhores corridas, haja um grande esforço para tentar aquecer os pneus muito rapidamente, nas voltas de saída e assim por diante, o que pode gerar muito mais custos. Toda a gente tem mantas de aquecimento, elas fazem o trabalho. Penso que o que devemos procurar são formas sustentáveis de alimentar esses cobertores de pneus, em vez de os retirar.”
Com tantos anticorpos, parece cada vez menos provável o fim das mantas na próxima época.










