Ben Hodgkinson foi condecorado pela Rainha Isabel II pelo trabalho feito durante o começo da pandemia, quando ele e a sua equipa fizeram um dispositivo de pressão positiva contínua na via aérea (CPAP) necessário para tratar casos mais graves de COVID 19.
Hodgkinson, que assinou recentemente pela Red Bull para ser um dos responsáveis da divisão de motores da equipa austríaca, recebeu a missão de encontrar uma forma de fabricar um sistema CPAP partindo de um modelo existente, dada a escassez de material naquela altura. Com a F1 parada, Hodgkinson recebeu permissão da Mercedes para trabalhar no projeto.
Bastaram 10 dias de trabalho quase ininterrupto para fabricar o primeiro protótipo melhorado, que foi aprovado pelas autoridades britânicas que encomendaram 10 mil unidades, que foram fabricadas na fábrica de Brixworth, onde são construídas as unidades motrizes Mercedes.
“Trabalho na Fórmula 1 há 20 anos”, disse Hodgkinson ao Northampton Chronicle. “Estamos constantemente a ser forçados ao máximo e é bastante stressante, mas tens este retiro mental que é apenas corrida, não é vida ou morte. Isto era vida ou morte. As poucas horas [de] sono que tive deixaram-me com a sensação de culpa. Sentia-me péssimo a sair todas as manhãs”.
Foi-lhe atribuída uma Medalha do Império Britânico (BEM) pelos serviços prestados ao Serviço Nacional de Saúde.
“Estou orgulhoso de o ter feito, mas também não me sinto tão digno como alguns”, disse ele. “O que fiz foi trabalhar incrivelmente duro durante cerca de três semanas. Há médicos e enfermeiros que trabalham nestas condições, dia e noite, há meses e meses. Ajudei o mais que pude e foi algo que soube fazer. Era apenas o meu dever”.
O design de Hodgkinson foi divulgado publicamente para permitir a sua produção em todo o mundo, com 1300 equipas em 25 países a recriá-lo para uso na área da saúde.












